O mercado de fusões e aquisições enfrenta um cenário desafiador em 2024, com US$ 470 bilhões em transações globais anunciadas até agora, representando uma queda de 17% em relação ao ano anterior, conforme dados da Bloomberg. A incerteza gerada pelas políticas de Donald Trump, incluindo tarifas elevadas e tensões geopolíticas, tem impactado negativamente as expectativas […]
O mercado de fusões e aquisições enfrenta um cenário desafiador em 2024, com US$ 470 bilhões em transações globais anunciadas até agora, representando uma queda de 17% em relação ao ano anterior, conforme dados da Bloomberg. A incerteza gerada pelas políticas de Donald Trump, incluindo tarifas elevadas e tensões geopolíticas, tem impactado negativamente as expectativas do setor. Robert Rubin, ex-secretário do Tesouro dos EUA, destacou que a atual “irracionalidade” econômica não é benéfica, e as empresas estão hesitantes em realizar negócios.
O presidente do Federal Reserve Bank de Nova York, John Williams, alertou que as tarifas podem contribuir para a inflação, enquanto as empresas de private equity enfrentam pressão para considerar variáveis que antes não eram relevantes. Uma pesquisa revelou que 63% dos especialistas em M&A acreditam que o governo Trump terá o maior impacto nas fusões e aquisições em 2024. Apesar de algumas transações significativas, como a compra de portos perto do Canal do Panamá, o clima de incerteza persiste.
Além disso, o mercado de ações começa a refletir a expectativa de lucros mais baixos, em parte devido às tarifas. Nick Raich, da Earnings Scout, observou que as estimativas de lucros não estão melhorando conforme o esperado, resultando em um descompasso entre preços das ações e lucros. As estimativas de lucros do S&P 500 caíram 3,5 pontos percentuais no primeiro trimestre, superando a média histórica.
Empresas como Target e Best Buy já alertaram que as tarifas elevarão os preços para os consumidores. A divisão de opiniões sobre a abordagem de Trump em relação ao comércio global continua, com alguns acreditando que ele pode negociar um acordo, enquanto outros veem um potencial para uma guerra comercial. A imprevisibilidade do presidente gera um ambiente de risco elevado, com investidores cautelosos em relação ao futuro econômico.
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