Desde o início da pandemia em 2020, diversas multinacionais têm deixado a Argentina, um movimento que se intensificou sob a presidência de Javier Milei, eleito em novembro de 2023. Recentemente, a Telefónica anunciou a venda de suas operações para a Telecom Argentina, enquanto a Mercedes-Benz finalizou a venda de sua fábrica em Virrey del Pino, […]
Desde o início da pandemia em 2020, diversas multinacionais têm deixado a Argentina, um movimento que se intensificou sob a presidência de Javier Milei, eleito em novembro de 2023. Recentemente, a Telefónica anunciou a venda de suas operações para a Telecom Argentina, enquanto a Mercedes-Benz finalizou a venda de sua fábrica em Virrey del Pino, que operava desde 1951. Essas saídas refletem uma tendência crescente, com empresas locais assumindo as operações de multinacionais que se retiram.
Além da Telefónica e da Mercedes-Benz, outras grandes empresas, como o HSBC, a ExxonMobil e a Procter & Gamble, também se retiraram do mercado argentino. O HSBC transferiu suas operações para o Grupo Financiero Galicia, enquanto a ExxonMobil vendeu seus campos de exploração na Vaca Muerta para a Pluspetrol. A P&G licenciou suas marcas para a Newsan, uma fabricante argentina. Essas transações indicam que as empresas locais estão se tornando mais resilientes em um ambiente econômico desafiador.
Analistas apontam que a familiaridade das empresas locais com os altos e baixos da economia argentina é um fator que contribui para essa tendência. O êxodo de multinacionais não é um fenômeno recente; começou a se intensificar após a presidência de Mauricio Macri (2015-2019), que deixou o país em uma moratória com o Fundo Monetário Internacional. A crise inflacionária e a gestão do governo peronista de Alberto Fernández também não ajudaram a reter essas empresas.
Sob a liderança de Milei, a saída de multinacionais continua, alinhando-se a uma tendência global de reavaliação das cadeias de suprimento, exacerbada por crises geopolíticas e pela pandemia. Empresas como Zara, Hasbro, Walmart e Nike também se retiraram da Argentina desde 2019, assim como companhias brasileiras, como a Latam e o Itaú, que encerraram suas operações no país nos últimos anos.
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