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Tarifas de Trump podem gerar perda de US$ 1,5 bilhão para exportações de aço brasileiro

- Tarifas de 25% dos EUA devem causar queda de 11,27% nas exportações brasileiras. - Estudo do Ipea prevê perdas de US$ 1,5 bilhão para o setor de metais ferrosos. - Impacto no PIB brasileiro será de apenas 0,01%, mas importações cairão 0,26%. - Brasil considera ação na OMC, mas retaliações só após negociações esgotadas. - Efeitos também afetarão a economia dos EUA, com queda de 0,02% no PIB americano.

A tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio imposta pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em 12 de abril de 2024, deve ter um impacto insignificante na economia brasileira como um todo, mas afetará severamente o setor siderúrgico. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que a medida […]

A tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio imposta pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em 12 de abril de 2024, deve ter um impacto insignificante na economia brasileira como um todo, mas afetará severamente o setor siderúrgico. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que a medida resultará em uma queda de 11,27% nas exportações de metais ferrosos, o que representa uma perda de US$ 1,5 bilhão e uma redução de quase 700 mil toneladas na produção em 2025. O impacto no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve ser de apenas 0,01%, com uma leve retração de 0,03% nas exportações totais.

Os Estados Unidos são um mercado crucial para o aço brasileiro, respondendo por 55,7% das exportações em 2024. A previsão é de um recuo de 36,2% nas vendas de metais ferrosos para o mercado americano. O estudo também aponta que, apesar do impacto limitado na economia geral, haverá um ganho de US$ 390 milhões na balança comercial devido à redução das importações, que devem cair 0,26%. Fernando Ribeiro, coordenador do Ipea, ressalta a importância de negociações com os EUA para mitigar os prejuízos.

A parte do governo Lula que defende uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC) busca respaldo político, mesmo sem expectativas de resultados imediatos. O governo brasileiro está focado em esgotar as negociações antes de considerar retaliações. A análise da colunista Raquel Landim destaca a necessidade de entender a postura atual de Donald Trump, que se mostra mais agressivo em suas políticas comerciais.

Além do Brasil, o estudo do Ipea prevê que a tarifa terá um impacto modesto na economia dos Estados Unidos, com uma queda de 0,02% no PIB e reduções mais significativas em investimentos e comércio exterior. A produção doméstica de metais ferrosos nos EUA deve aumentar em 8,95%, enquanto as importações do setor sofrerão uma queda expressiva de 39,2%. Outros setores também enfrentarão desafios, com quedas na produção de máquinas e equipamentos, produtos de metal e veículos, refletindo o aumento nos custos de produção devido à tarifa.

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