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Inpasa decide pausar novos investimentos em meio a cenário econômico desafiador

- A Inpasa, líder em etanol de milho, pausa novos investimentos após expansão. - Usina em Balsas (MA) concluída, aguardando autorização da ANP para operar. - Construção da usina em Luis Eduardo Magalhães (BA) deve ser finalizada em 2026. - Decisão reflete juros altos e necessidade de maturação da demanda por etanol. - Nova planta em Balsas dobrará a capacidade de etanol do Maranhão, impulsionando o mercado.

A Inpasa, maior produtora de etanol de milho do Brasil, decidiu pausar novos investimentos em indústrias, conforme afirmou Gustavo Mariano, vice-presidente de trading da empresa. A companhia recentemente finalizou a construção de sua usina em Balsas (MA), que aguarda autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar operações. Além disso, […]

A Inpasa, maior produtora de etanol de milho do Brasil, decidiu pausar novos investimentos em indústrias, conforme afirmou Gustavo Mariano, vice-presidente de trading da empresa. A companhia recentemente finalizou a construção de sua usina em Balsas (MA), que aguarda autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar operações. Além disso, a Inpasa está em fase de construção de uma usina em Luis Eduardo Magalhães (BA), prevista para ser concluída no primeiro trimestre de 2026.

Em 2024, a Inpasa também ampliou suas usinas em Sinop (MT) e Sidrolândia (MS), além da nova unidade em Balsas. Contudo, a usina na Bahia será a última deste ciclo de expansão, devido aos juros altos e à necessidade de maturação dos investimentos em etanol de milho no país. Mariano destacou que é essencial “maturar a demanda de etanol” neste momento.

A planta em Balsas possui capacidade para processar até 480 milhões de litros de etanol por ano, o que, embora seja metade da capacidade das usinas no Centro-Oeste, representa o dobro da capacidade instalada no Maranhão, que atualmente utiliza usinas de cana-de-açúcar. Com as novas unidades, a Inpasa busca aumentar a participação do etanol hidratado no Nordeste, onde o biocombustível representa cerca de 15% do consumo do ciclo Otto, em contraste com mais de 45% no Sudeste.

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