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Sabesp e Aegea demonstram interesse na privatização da Copasa em Minas Gerais

- O governo de Minas Gerais, liderado por Romeu Zema, planeja privatizar a Copasa. - Sabesp e Aegea estão em negociações para se tornarem acionistas estratégicos. - A privatização da Sabesp em 2024 serve de modelo para a Copasa. - Resistências políticas podem atrasar a aprovação do projeto na Assembleia Legislativa. - O governo busca concluir o acordo até 2025, antes das eleições de 2026.

Pelo menos duas grandes empresas, Sabesp e Aegea, estão considerando participar da privatização da Copasa, Companhia de Saneamento de Minas Gerais. As conversas entre as empresas e a Copasa ocorreram nos últimos meses, conforme fontes que conversaram com a Bloomberg News. O governo de Minas Gerais busca um acionista estratégico com experiência no setor, visando […]

Pelo menos duas grandes empresas, Sabesp e Aegea, estão considerando participar da privatização da Copasa, Companhia de Saneamento de Minas Gerais. As conversas entre as empresas e a Copasa ocorreram nos últimos meses, conforme fontes que conversaram com a Bloomberg News. O governo de Minas Gerais busca um acionista estratégico com experiência no setor, visando fechar um acordo ainda em 2024. As ações da Copasa subiram até 5%, enquanto os papéis da Sabesp (SBSP3) também apresentaram alta de cerca de 1,50%.

A privatização da Sabesp, realizada no ano passado por aproximadamente R$ 7 bilhões, é vista como um modelo para a Copasa. O governo de Minas, liderado por Romeu Zema, considera permitir que a própria Copasa conduza o processo de privatização, diferentemente do que ocorreu em São Paulo, onde o governo estadual liderou as negociações. A expectativa é que a Copasa não enfrente problemas semelhantes aos da Sabesp, onde a Aegea desistiu da proposta na última hora devido a incompatibilidades.

Entretanto, a privatização da Copasa enfrenta desafios políticos, pois a Assembleia Legislativa de Minas Gerais precisa aprovar um projeto de lei que limita o poder de voto de acionistas a 20% e garante ao governo a chamada golden share. O governo Zema pretende manter cerca de 10% da Copasa. Se a aprovação não ocorrer neste ano, o estado pode não conseguir concluir o acordo antes das eleições de 2026, com o objetivo de realizar uma oferta na segunda metade de 2025.

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