Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Síndrome da impostora é reflexo de desigualdades estruturais no ambiente de trabalho

- O livro "Qualified" de Shari Dunn redefine a síndrome do impostor como sistêmica. - Dunn destaca como preconceitos de gênero e raça afetam a autoconfiança feminina. - A psicóloga Ines Hungerbuehler aponta que ambientes competitivos intensificam a pressão. - A falta de representatividade em cargos de liderança agrava a sensação de não pertencimento. - Mariana Achutti defende mudanças estruturais nas empresas para promover equidade.

A síndrome do impostor é um fenômeno que afeta muitas mulheres, gerando uma sensação de fracasso mesmo em trajetórias profissionais bem-sucedidas. Essa condição se manifesta como uma dúvida constante sobre a própria competência, apesar de um histórico de superação de desafios. O livro “Qualified: How Competency Checking and Race Collide at Work”, da autora Shari […]

A síndrome do impostor é um fenômeno que afeta muitas mulheres, gerando uma sensação de fracasso mesmo em trajetórias profissionais bem-sucedidas. Essa condição se manifesta como uma dúvida constante sobre a própria competência, apesar de um histórico de superação de desafios. O livro “Qualified: How Competency Checking and Race Collide at Work”, da autora Shari Dunn, propõe uma nova perspectiva, sugerindo que a síndrome não deve ser vista apenas como um problema individual, mas como uma questão sistêmica ligada a desigualdades sociais e preconceitos.

Dunn, que cresceu em um bairro de classe trabalhadora e afro-americana em Wisconsin, destaca que a síndrome do impostor obscurece as desigualdades enfrentadas por mulheres e profissionais negros. A psicóloga Ines Hungerbuehler complementa essa visão, afirmando que estruturas de poder, como o sexismo e o racismo, intensificam a pressão sobre grupos sub-representados, alimentando a sensação de não pertencimento. Comentários que questionam a competência feminina, como “Você tem certeza de que dá conta?”, são exemplos de como esses preconceitos se manifestam no cotidiano.

A presidente-executiva da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Janaina Donas, enfatiza que o primeiro passo para enfrentar a síndrome é reconhecer suas raízes históricas e culturais. Ela aponta que ambientes de trabalho que carecem de modelos femininos de liderança e feedback estruturado podem reforçar esses sentimentos de inadequação. A gerente de políticas da J-PAL América Latina e Caribe, Ariana Britto, também destaca a importância de aumentar a representatividade feminina, especialmente de mulheres negras, em posições de liderança, para que outras possam se inspirar e se sentir empoderadas.

A vice-presidente de produto e marketing da Exa, Laura Rocha Barros, e a vice-presidente executiva do Grupo FarmaBrasil, Adriana Diaféria, concordam que a falta de representatividade e os obstáculos sistêmicos minam a confiança das mulheres no ambiente de trabalho. Para promover mudanças efetivas, a CEO da Newnew, Mariana Achutti, defende que as empresas devem implementar transformações estruturais, como a revisão de critérios de promoção e a criação de programas de mentoria, para garantir um ambiente mais inclusivo e equitativo.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais