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Empresas se preparam para antecipar bilhões em dividendos antes da nova tributação de 2026

Eletrobras se destaca na antecipação de dividendos antes da nova tributação, enquanto Sabesp e Cemig enfrentam restrições financeiras.

A proposta de tributação de dividendos a partir de 2026 gera discussões sobre como empresas do setor de energia elétrica e saneamento podem se preparar. A Eletrobras (ELET3; ELET6) é apontada pela Genial Investimentos como uma das companhias com maior potencial para antecipar distribuições, devido à sua alavancagem reduzida de 1,5 vez e um Ebitda […]

A proposta de tributação de dividendos a partir de 2026 gera discussões sobre como empresas do setor de energia elétrica e saneamento podem se preparar. A Eletrobras (ELET3; ELET6) é apontada pela Genial Investimentos como uma das companhias com maior potencial para antecipar distribuições, devido à sua alavancagem reduzida de 1,5 vez e um Ebitda projetado de R$ 24 bilhões. Caso aumentasse sua alavancagem para 4,0x, a empresa poderia distribuir até R$ 58 bilhões em dividendos, representando um rendimento de 61% sobre os preços atuais.

Outras empresas, como a Sabesp (SBSP3), enfrentam limitações devido a compromissos de investimento, como a universalização dos serviços de água e esgoto até 2029, que requer R$ 70 bilhões. A Cemig (CMIG3) também tem restrições, pois o vencimento de concessões em 2027 limita sua capacidade de distribuir dividendos. A proposta de tributação, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março de 2023, prevê uma retenção de 10% sobre valores que excedam R$ 50 mil mensais.

A Genial Investimentos sugere que, com a nova tributação, algumas empresas podem optar por antecipar dividendos para manter a atratividade das ações. Em mercados como os Estados Unidos, onde a tributação de dividendos já é uma realidade, empresas frequentemente recorrem a programas de recompra de ações como alternativa para remunerar investidores sem incidência de impostos sobre dividendos. A análise da corretora considera que empresas com alavancagem moderada, como Cemig, Eletrobras e Sanepar (SAPR11), têm mais flexibilidade para essa estratégia.

A proposta do governo visa corrigir distorções no sistema tributário, onde a isenção atual beneficia desproporcionalmente os mais ricos. A nova regra integrará a tributação dos dividendos ao imposto devido pelos acionistas, considerando os tributos já pagos pela empresa. A Receita Federal planeja automatizar o cálculo e a retenção do tributo, facilitando o processo para investidores e empresas.

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