Os dados de uma pesquisa realizada pela consultoria Evermonte Executive Search revelam que, no início de 2025, os cargos executivos mais bem remunerados, além do CEO, são o CFO (diretor financeiro) e o CRO (diretor de receita), com salários anuais de R$ 1.362.196,80 e R$ 1.288.619,58, respectivamente. O estudo, que abrangeu 4.422 executivos e foi […]
Os dados de uma pesquisa realizada pela consultoria Evermonte Executive Search revelam que, no início de 2025, os cargos executivos mais bem remunerados, além do CEO, são o CFO (diretor financeiro) e o CRO (diretor de receita), com salários anuais de R$ 1.362.196,80 e R$ 1.288.619,58, respectivamente. O estudo, que abrangeu 4.422 executivos e foi realizado entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, mostra que a média salarial dos CEOs é de R$ 2.243.669,75, quase R$ 882 mil a mais que o CFO, evidenciando a diferença significativa entre essas posições.
A pesquisa também indica que 35,8% das empresas empregadoras faturam até R$ 500 milhões, enquanto 33,2% estão na faixa de R$ 500 milhões a R$ 2 bilhões e 31% acima de R$ 2 bilhões. A maioria das companhias (68,2%) é de capital fechado, com destaque para setores como tecnologia da informação (15%) e bens de consumo (9,6%). Segundo Artur de Castro Frischenbruder, sócio da Evermonte, a alta remuneração dos cargos de liderança reflete a complexidade e as responsabilidades envolvidas, além do risco associado.
Frischenbruder observa que, apesar de uma certa convergência nos salários fixos entre os cargos de C-level, a remuneração total varia conforme a política de incentivos das empresas. Ele destaca que funções com impacto direto nos resultados, como CFO e CTO, têm visto um aumento significativo nos incentivos de longo prazo, que cresceram cerca de 22%. Esses incentivos são fundamentais para reter talentos e alinhar expectativas entre a liderança e a empresa.
O especialista recomenda que as organizações adotem modelos de remuneração mais criativos, priorizando bônus e planos de participação nos lucros. Ele alerta que a concentração de salários em áreas diretamente ligadas ao resultado financeiro pode desvalorizar funções essenciais para a inovação e governança, como jurídico e recursos humanos. A proposta é promover um equilíbrio que reconheça adequadamente todas as áreas, garantindo uma estrutura de remuneração mais justa e competitiva.
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