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Cobre é o ‘combustível do futuro’, afirma CEO da Termomecanica sobre crescimento da empresa

Crescimento da Termomecanica reflete alta no cobre e expansão internacional, mas desafios econômicos podem impactar setores-chave em 2024.

Luiz Henrique Caveagna, presidente da Termomecanica, destaca que “o cobre é o combustível do futuro”, ressaltando a importância do metal como condutor térmico e elétrico. O cobre é fundamental em diversos setores, como eletrônicos, veículos elétricos e construção civil. Em 2024, a empresa registrou um faturamento líquido de R$ 4,03 bilhões, um aumento de 40% […]

Luiz Henrique Caveagna, presidente da Termomecanica, destaca que “o cobre é o combustível do futuro”, ressaltando a importância do metal como condutor térmico e elétrico. O cobre é fundamental em diversos setores, como eletrônicos, veículos elétricos e construção civil. Em 2024, a empresa registrou um faturamento líquido de R$ 4,03 bilhões, um aumento de 40% em relação ao ano anterior, impulsionado pela valorização do cobre e do dólar.

A Termomecanica, que possui estoque próprio, se beneficia da alta dos preços, com a tonelada de cobre projetada entre 9 mil e 10 mil dólares para 2024. A empresa investiu mais de R$ 350 milhões nos últimos cinco anos e planeja um aporte de R$ 100 milhões em 2024, um crescimento de 30% em relação ao ano anterior. A expansão internacional é uma estratégia chave, com unidades no Chile, Argentina, e centros de distribuição nos Estados Unidos e México.

As exportações da Termomecanica cresceram 40% em 2024, representando 35% do faturamento total. A empresa atende setores variados, como refrigeração e geração de energia elétrica. A flexibilidade em resposta às oscilações do mercado tem sido um diferencial, com aumento na demanda por tubos de cobre devido ao calor intenso. Além disso, a Termomecanica diversificou sua atuação no mercado de alumínio.

Entretanto, a empresa enfrenta desafios, especialmente na construção civil, devido ao atual patamar elevado da taxa Selic, que pode impactar o financiamento imobiliário. José Wilson Oliveira, diretor financeiro, expressa preocupação com a possível retração no setor automotivo. A política tarifária dos Estados Unidos em relação ao cobre também gera incertezas, com o ex-presidente Donald Trump considerando taxações sobre o metal. Caveagna projeta uma valorização ainda maior do cobre até 2026, dependendo da economia e das políticas de taxação.

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