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Desemprego feminino no Nordeste atinge 10,7% e apenas 44,9% das mulheres trabalham

Desigualdades de gênero e regionais marcam o mercado de trabalho no Nordeste, onde a taxa de desemprego feminina chega a 10,7% em 2024.

As desigualdades de gênero no mercado de trabalho brasileiro permanecem evidentes em 2024, com as mulheres recebendo, em média, 79% do salário dos homens em posições equivalentes. No Nordeste, essa situação é ainda mais crítica, com apenas 44,9% das mulheres em idade ativa participando do mercado de trabalho, em comparação à média nacional de 53,1%. […]

As desigualdades de gênero no mercado de trabalho brasileiro permanecem evidentes em 2024, com as mulheres recebendo, em média, 79% do salário dos homens em posições equivalentes. No Nordeste, essa situação é ainda mais crítica, com apenas 44,9% das mulheres em idade ativa participando do mercado de trabalho, em comparação à média nacional de 53,1%. A taxa de desemprego feminina na região é de 10,7%, enquanto a média nacional foi de 7,6% no ano anterior.

Os dados revelam que, mesmo em um cenário de mercado de trabalho aquecido, a taxa de desemprego chegou a 12% na Bahia e 13% em Pernambuco no quarto trimestre de 2024. Essa realidade reflete as desigualdades regionais, já que a taxa de desocupação masculina no Nordeste também é mais alta, com 7,1%, em comparação a 5,1% no restante do país. Vitor Hugo Miro, pesquisador do FGV Ibre, destaca que as mulheres na região enfrentam penalizações tanto por desigualdades regionais quanto por questões de gênero.

Embora o rendimento das mulheres no Nordeste represente 87% do rendimento masculino, o que é o maior percentual entre as cinco regiões do Brasil, essa aparente equidade é enganosa. Flávio Ataliba, coordenador do Centro Nordeste, explica que essa diferença se deve à estrutura da distribuição de renda, onde a compressão salarial em níveis mais baixos não implica em maior equidade. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a maior amplitude de salários favorece a desigualdade de gênero, com predominância masculina em postos de trabalho mais bem remunerados.

Esses dados ressaltam a complexidade das desigualdades enfrentadas pelas mulheres no Nordeste, que são afetadas tanto por fatores regionais quanto por questões de gênero. A análise do mercado de trabalho revela que, apesar de alguns avanços, as mulheres continuam a lutar contra barreiras significativas em sua inserção e remuneração no mercado de trabalho.

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