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Primeiro livro de reclamações da história revela comércio na Babilônia antiga

Tábua de argila da Babilônia, datada de 1.750 a.C., revela o primeiro livro de reclamações da história, destacando conflitos comerciais.

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Uma tábua de argila, que data de 1.750 a.C., é considerada o primeiro livro de reclamações da história. Ela está no Museu Britânico e mostra um desentendimento entre comerciantes de cobre na antiga Babilônia, que hoje é o Iraque. O texto, escrito em cuneiforme, é uma queixa de um comerciante chamado Nanni contra outro chamado Ea-nasir. Nanni reclama que Ea-nasir vendeu lingotes de cobre de má qualidade e tratou mal o mensageiro que foi fazer a compra.

Na reclamação, Nanni diz que Ea-nasir não cumpriu o que prometeu e que o mensageiro poderia levar os lingotes ou deixá-los, mas foi tratado com desdém. Ele também menciona que o dinheiro está em território inimigo e pede a devolução. A tábua foi encontrada nas ruínas de Ur e tem cerca de doze centímetros de altura. Acredita-se que existam muitas outras reclamações semelhantes, mas muitos registros foram perdidos durante o saque ao Museu Nacional do Iraque em 2003. O assiriólogo Leo Oppenheim, em seu livro “Letters from Mesopotamia”, reuniu mensagens que mostram como era a vida na Mesopotâmia.

O sistema de escrita cuneiforme foi usado por cerca de 5.500 anos e deixou de ser utilizado por volta de 200 a.C., quando foi substituído pelo alfabeto. A descoberta dessa tábua mostra como as interações comerciais eram complexas na Babilônia antiga e a importância da escrita na história.

Uma tábua de argila, datada de mil setecentos e cinquenta anos antes de Cristo, é considerada o primeiro livro de reclamações da história. Preservada no Museu Britânico, a tábua documenta um conflito entre comerciantes de cobre na Babilônia, atual Iraque. O texto, escrito em cuneiforme, é uma queixa de Nanni contra Ea-nasir, que teria vendido lingotes de cobre de baixa qualidade e tratado desrespeitosamente o mensageiro.

Na reclamação, Nanni expressa sua insatisfação, afirmando: “Você não fez o que prometeu. Entregou ao meu mensageiro lingotes de cobre de má qualidade e disse que ele poderia levá-los se quisesse ou deixar para lá.” A carta destaca a importância do respeito nas transações comerciais e a expectativa de qualidade nos produtos. O comerciante também menciona que a bolsa de dinheiro está em território inimigo, exigindo a devolução.

A tábua foi descoberta nas ruínas de Ur e mede cerca de doze centímetros de altura. Embora se acredite que existam milhares de reclamações semelhantes, muitos registros foram perdidos durante o saque ao Museu Nacional do Iraque em dois mil e três. O assiriólogo Leo Oppenheim, em seu livro “Letters from Mesopotamia”, compilou mensagens que retratam a vida cotidiana na Mesopotâmia.

O sistema de escrita cuneiforme, utilizado por aproximadamente cinco mil e quinhentos anos, foi empregado até cerca de duzentos anos antes de Cristo, quando foi substituído pelo alfabeto. A descoberta dessa tábua ressalta a complexidade das interações comerciais na antiga Babilônia e a relevância da documentação escrita na história da humanidade.

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