A economia brasileira está desacelerando, com estagnação entre fevereiro e janeiro, segundo dados do Monitor do PIB. O crescimento em um ano foi de 2,7%, e a alta acumulada em doze meses foi de 3,1%, abaixo dos 3,4% de dezembro. As importações aumentaram 15,1%, enquanto as exportações cresceram apenas 0,6%. A guerra comercial dos Estados Unidos pode piorar essa situação, fazendo com que o crescimento do Brasil fique abaixo do esperado. Apesar da desaceleração, o consumo das famílias cresceu 4,3% em doze meses, e o investimento teve leve aumento, passando de 7,3% para 7,6%. A taxa de juros, que está perto de 15%, e a incerteza sobre o crescimento afetam os investimentos. O aumento das importações, especialmente de bens para a indústria, pode complicar ainda mais o cenário econômico.
A economia brasileira apresenta sinais de desaceleração, com estagnação na comparação mensal entre fevereiro e janeiro, conforme dados do Monitor do PIB do FGV Ibre. O crescimento interanual foi de 2,7%, enquanto a alta acumulada em doze meses fechados em fevereiro foi de 3,1%, inferior aos 3,4% de dezembro e 3,2% de janeiro.
As importações aumentaram 15,1% em doze meses, enquanto as exportações cresceram apenas 0,6%. A guerra comercial dos Estados Unidos pode intensificar essa desaceleração, levando o crescimento do Brasil e do mundo a níveis abaixo do esperado, segundo Claudio Considera, coordenador do estudo. Os dados de fevereiro são os últimos antes da implementação de tarifas.
O consumo das famílias, apesar da desaceleração, ainda mostra crescimento de 4,3% em doze meses. A formação bruta do capital fixo, que representa o investimento, teve leve aceleração, passando de 7,3% em dezembro para 7,6% em fevereiro. Considera observa que a taxa de juros, que se aproxima de 15%, e a perspectiva de crescimento são fatores que impactam o investimento.
Esses números indicam um cenário desafiador para a economia brasileira, que já enfrenta dificuldades. O aumento das importações, especialmente de bens intermediários para a indústria de transformação, pode agravar a situação, mesmo que haja ganhos pontuais nas exportações.
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