O Grupo Cinel, dono da Gocil, está passando por dificuldades financeiras e tem uma dívida de R$ 1,758 bilhão. Para resolver isso, a empresa conseguiu a aprovação de um plano de recuperação judicial que inclui a venda de ativos e um empréstimo de R$ 75 milhões. O grupo também vai reduzir seu tamanho em 30% e o número de funcionários em 60%. Além disso, a Gocil pretende entrar em novos mercados, como saneamento e infraestrutura. O plano prevê que as dívidas trabalhistas sejam pagas em até 12 meses e outras dívidas em até dois anos, com correção. A maior parte da dívida é composta por Certificados de Recebíveis do Agronegócio e os principais credores são o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste. O grupo também planeja investir em tecnologia para segurança, como drones e câmeras com inteligência artificial, e espera faturar mais de R$ 1 bilhão em 2024.
Grupo Cinel aprova plano de recuperação judicial com venda de ativos e corte de custos
O Grupo Cinel, proprietário da Gocil, obteve aprovação de credores para o plano de recuperação judicial, visando reestruturar uma dívida total de R$ 1,758 bilhão. A estratégia inclui a venda de ativos e a contratação de um empréstimo de R$ 75 milhões com o BTG Pactual.
A empresa, fundada em 1984 pelo ex-policial militar Washington Umberto Cinel, iniciou suas operações em Bauru (SP) com foco em segurança e vigilância, expandindo posteriormente para áreas como manutenção, limpeza e agronegócio.
Redução de tamanho e foco em novos serviços
Para melhorar a geração de caixa, o grupo planeja reduzir seu tamanho em 30% e o quadro de funcionários em 60%. A Gocil também buscará expandir sua atuação para os setores de saneamento e infraestrutura.
O plano de recuperação prevê pagamentos em até 12 meses para credores de dívidas trabalhistas e prazos de até dois anos para credores com garantia real e quirografários, com correção pela Taxa Referencial (TR) mais 2%.
Dívida e credores
A maior parte da dívida do grupo, cerca de R$ 1 bilhão, é composta por Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Fiagros. Os principais credores são o Banco do Brasil (R$ 370 milhões) e o Banco do Nordeste (R$ 136 milhões). A dívida da Gocil corresponde a R$ 280 milhões, sendo 75% quirografária.
Expansão tecnológica e faturamento
O grupo também planeja investir em tecnologia, com soluções para monitoramento e prevenção de crimes, incluindo drones submarinos e câmeras com inteligência artificial. O faturamento do grupo em 2024 superou R$ 1 bilhão.
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