A Rémy Martin, uma das principais marcas de cognac, parou de engarrafar em sua fábrica na França, afetando dois terços de seus 390 funcionários. Essa decisão, que inclui cortes salariais de 7% por três meses, é uma resposta à crise que atinge o setor, agravada por sanções da China e a possibilidade de aumento de tarifas nos Estados Unidos. Os mercados chinês e americano representam cerca de 80% das vendas da empresa. A crise é causada por novas regras da China que exigem cauções de importadores de brandys europeus, resultando em perdas de 50 milhões de euros por mês para a indústria do cognac, que depende fortemente das exportações. Além disso, o diretor-geral da Rémy Cointreau, Éric Vallat, renunciou ao cargo após cinco anos, em um momento difícil para a empresa. O governo francês conseguiu adiar a aplicação de tarifas adicionais na China, mas a situação continua incerta. As medidas da Rémy Martin são temporárias e podem ser renovadas se a crise persistir.
Rémy Martin suspende produção e enfrenta crise em mercados cruciais
A Rémy Martin, uma das maiores casas de cognac, suspendeu o engarrafamento em sua unidade de Merpins, na França, afetando dois terços de seus 390 funcionários. A medida, que inclui cortes salariais de 7% por três meses, reflete a grave crise que atinge o setor de cognac.
A decisão da Rémy Martin é inédita entre as três grandes marcas do setor – Rémy Martin, Hennessy e Martell – e ocorre em um momento de fragilidade, agravada por sanções chinesas e a ameaça de aumento de tarifas nos Estados Unidos. Segundo David Charrier, representante sindical da Force Ouvrière, a empresa nunca enfrentou uma crise simultânea em seus dois maiores mercados.
Os mercados chinês e americano respondem por cerca de 80% do faturamento da Rémy Martin. A crise é impulsionada por medidas antidumping temporárias de Pequim, que exigem cauções de importadores de *brandys* europeus, em retaliação a uma investigação da União Europeia sobre subsídios a veículos elétricos chineses.
A filiera do cognac estima perdas de 50 milhões de euros por mês desde a implementação das medidas chinesas. O setor, que emprega 72.500 pessoas na França, depende fortemente das exportações, que representam 98% de suas vendas, totalizando 3,35 bilhões de euros.
Diretor-geral da Rémy Cointreau renuncia
Em meio à crise, Éric Vallat, diretor-geral da Rémy Cointreau, renunciou ao cargo após cinco anos na função. A saída de Vallat ocorre em um momento crítico para a empresa, que busca alternativas para mitigar os impactos da crise nos mercados internacionais.
O governo francês conseguiu adiar por três meses a aplicação definitiva de tarifas adicionais na China, mas a situação permanece incerta. A suspensão do engarrafamento e os cortes salariais são medidas temporárias, sujeitas a renovação caso a crise persista.
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