A China decidiu não aceitar novas encomendas de aeronaves da Boeing, o que aumenta a tensão na guerra comercial com os Estados Unidos. Essa decisão também afeta a cadeia de suprimentos do setor de aviação, o que pode favorecer empresas como Airbus e Embraer. A Boeing tinha planos de dobrar sua frota na China até 2043, mas agora enfrenta dificuldades. A Airbus já tem uma grande fatia do mercado chinês, com 55% da frota atual, e a Embraer pode aproveitar essa situação. A fabricante chinesa Comac, que produz o modelo C919, também está no jogo, mas depende de peças americanas, o que complica sua produção. A escalada da guerra comercial pode resultar em sanções dos EUA a empresas que negociam com a China, afetando também Airbus e Embraer, que utilizam componentes dos Estados Unidos. Especialistas alertam que a guerra comercial traz prejuízos para as relações globais.
China veta encomendas da Boeing em meio à guerra comercial com os EUA
Pequim vetou novas encomendas de aeronaves da Boeing, intensificando a guerra comercial com os Estados Unidos. A medida afeta também a cadeia de suprimentos do setor aeronáutico, podendo beneficiar concorrentes como Airbus e Embraer. A informação foi divulgada pela agência Bloomberg, sem confirmação ou negação oficial da China.
O veto representa um novo patamar na disputa econômica iniciada durante o governo de Donald Trump. A interdependência entre as economias de ambos os países é evidente, com a produção de aeronaves envolvendo componentes de diversas origens. A Boeing previa dobrar a frota de aviões na China até 2043.
Com a possível exclusão da Boeing, a europeia Airbus e a brasileira Embraer tendem a ganhar espaço no mercado chinês. A Airbus já domina o setor no país, com 55% da frota atual. A Embraer, até então com menor participação, também pode se beneficiar do cenário.
A fabricante chinesa Comac, com seu modelo C919, compete com os aviões da Airbus e Boeing. No entanto, a produção do C919 depende de componentes americanos, como os motores, e a substituição por peças de outros países seria demorada e custosa.
A escalada da guerra comercial pode levar a sanções secundárias de Washington a empresas que fizerem negócios com a China no setor, impactando também a Airbus e a Embraer, que utilizam peças americanas em suas aeronaves. Especialistas alertam para os prejuízos da guerra comercial nas relações globais.
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