O analista Craig Moffett rebaixou as ações da Apple para “venda” e reduziu o preço-alvo de US$ 184 para US$ 141, prevendo uma queda de 28%. Essa decisão vem após uma queda de mais de 23% nas ações da empresa em 2025. Moffett também ajustou as estimativas de lucro para 2025 e 2026, citando as tarifas do governo dos EUA e a concorrência em inteligência artificial. Embora tenha aumentado ligeiramente a previsão de lucro para 2025, ele acredita que isso será temporário, já que os consumidores estão antecipando compras para evitar tarifas. Para 2026, a previsão de lucro caiu para US$ 7,06, abaixo das expectativas do mercado. Moffett destaca que a Apple depende da China para sua cadeia de suprimentos e enfrenta desafios com tarifas altas ou a necessidade de mudar sua produção. Além disso, a Apple está atrasada em relação aos concorrentes na área de inteligência artificial e pode ser afetada por um processo legal envolvendo o Google, que pode impactar uma parte significativa de sua receita.
Analista reduz previsão de preço das ações da Apple em 28%
O analista Craig Moffett, da Moffett Nathanson, rebaixou a classificação das ações da Apple para “venda”, com previsão de queda de 28% no preço, passando de US$ 184 para US$ 141 por ação. A decisão ocorre após um declínio de mais de 23% no valor das ações da empresa em 2025.
Moffett também ajustou as estimativas de lucro para 2025 e 2026, citando a pressão das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos e a crescente concorrência no mercado de inteligência artificial. O analista aponta que, apesar de um breve alívio com a suspensão de tarifas sobre smartphones, as importações da Apple da China ainda estão sujeitas a taxas de 20%.
Impacto das tarifas de Trump e concorrência em IA
Apesar de um pequeno aumento na estimativa de lucro para 2025, para US$ 7,20 por ação, Moffett prevê que esse efeito será temporário, impulsionado pela antecipação dos consumidores para evitar o impacto das tarifas. Para 2026, a previsão de lucro por ação caiu para US$ 7,06, abaixo da estimativa de US$ 7,87 e do consenso do mercado de US$ 8,00.
O analista ressalta que a Apple está intrinsecamente ligada às tensões comerciais, dependendo da China para sua cadeia de suprimentos. A empresa enfrenta um dilema entre pagar altas tarifas ou reestruturar sua cadeia de produção, o que resultaria em custos ainda maiores.
Atraso em inteligência artificial e desafios legais
Além das tarifas, Moffett destaca que a Apple está atrasada em relação aos concorrentes na monetização da inteligência artificial e enfrenta dificuldades para estimular um novo ciclo de atualização do iPhone. A empresa também pode ser afetada por um processo antitruste envolvendo o Google, que pode impactar os royalties recebidos pela Apple, representando mais de um quarto de sua receita operacional.
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