O CEO da Chevron, Mike Wirth, disse que a empresa não vê sinais de uma recessão nos Estados Unidos, apesar das preocupações sobre as tarifas do ex-presidente Donald Trump e seu impacto na demanda por petróleo. Embora tenha notado uma desaceleração no crescimento econômico, Wirth afirmou que não há evidências de uma crise econômica significativa. A Chevron planeja manter seus investimentos, mesmo com a expectativa de menor demanda global. O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua previsão de crescimento para os EUA em 2024, mas Wirth destacou que a queda nos preços do petróleo não mudará a estratégia da empresa. Ele mencionou que a produção de petróleo em algumas áreas pode diminuir se os preços caírem muito, mas a produção em águas profundas deve continuar. Wirth também comentou que as tarifas de Trump não devem afetar diretamente os negócios da Chevron, pois o setor de energia é em grande parte isento dessas tarifas, mas o impacto pode ser mais amplo, afetando o crescimento global e o comércio.
Chevron não vê sinais de recessão nos EUA, apesar de tarifas de Trump
O presidente-executivo da Chevron, Mike Wirth, afirmou que a empresa não identifica indícios de uma recessão iminente nos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio a preocupações sobre o impacto das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump na demanda por petróleo.
Wirth reconheceu que há sinais de desaceleração no crescimento econômico, mas ressaltou que, até o momento, não há evidências de uma contração econômica significativa. A Chevron não pretende alterar seus planos de investimento, mesmo com a expectativa de uma possível redução na demanda global.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo sua projeção de crescimento para os EUA em 2024, estimando um aumento de 1,8%, inferior aos 2,7% previstos anteriormente. O mercado de petróleo também demonstra expectativa de menor demanda, influenciado pelas tarifas de Trump e pelo aumento da produção da Opep+.
Preços do petróleo em queda não afetam investimentos
Apesar da queda de cerca de 11% nos preços do petróleo bruto americano desde o anúncio das tarifas de Trump em abril, a Chevron mantém sua estratégia de investimentos. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) registrou alta de 72 centavos, atingindo US$ 63,80 por barril.
Wirth indicou que a produção de petróleo em áreas terrestres dos EUA, como a Bacia de Permian, pode diminuir se os preços atingirem US$ 60 por barril. No entanto, a produção em águas profundas provavelmente não será afetada.
Impacto das tarifas é indireto
O presidente-executivo da Chevron afirmou que a empresa não espera um impacto direto significativo das tarifas de Trump em seus negócios, já que o setor de energia tem sido amplamente isento das tarifas. O efeito mais provável será macroeconômico, influenciando o crescimento global e o comércio internacional.
Executivos de empresas de petróleo e gás criticaram as tarifas de Trump em uma pesquisa anônima realizada pelo Federal Reserve Bank de Dallas, alertando que as tarifas de aço aumentaram seus custos e que preços baixos poderiam afetar suas atividades.
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