A prévia da inflação de abril, chamada IPCA-15, será divulgada em breve pelo IBGE e as expectativas são de que a inflação desacelere em relação a março, com uma alta entre 0,42% e 0,46%. O acumulado em 12 meses deve subir de 5,26% para 5,60%, com a queda mensal sendo influenciada por itens como passagens aéreas e combustíveis. A gasolina e os alimentos são apontados como os principais fatores para essa desaceleração, já que em março os preços ainda refletiam aumentos de impostos em alguns estados. Espera-se que a inflação de alimentos para o consumo em casa diminua de 1,25% para 1,18%. No IPCA cheio de abril, a queda é ainda maior, passando de 1,31% para 0,95%, devido à redução nos preços de açúcares, frutas, carnes de aves, ovos e bebidas. Apesar disso, especialistas estão preocupados com a resistência dos serviços, que continuam a pressionar a inflação. Para 2025, a projeção do IPCA cheio é de 5,6%, com o núcleo da inflação variando entre 5,5% e 6%.
Inflação deve desacelerar em abril, aponta prévia do IPCA-15
A prévia da inflação oficial de abril, o IPCA-15, será divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Projeções de bancos indicam uma desaceleração em relação ao mês anterior. A expectativa é de que o índice registre alta entre 0,42% e 0,46%, abaixo dos 0,64% de março.
Acumulado em 12 meses deve subir para 5,60%
No acumulado dos últimos doze meses, a projeção é que a inflação passe de 5,26% para 5,60%. A desaceleração na variação mensal é atribuída, em parte, a itens voláteis como passagens aéreas e combustíveis. O BTG Pactual projeta deflação nas passagens aéreas.
Gasolina e alimentos contribuem para a queda
O Bradesco destaca que a gasolina e os alimentos devem ser os principais responsáveis pela perda de força inflacionária em abril. Em março, os preços ainda refletiam os reajustes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em alguns estados. A LCA prevê que a inflação de alimentos para consumo no domicílio passe de 1,25% para 1,18%.
Alívio nos preços de alimentos é esperado
No IPCA cheio de abril, a desaceleração é ainda mais expressiva: de 1,31% para 0,95%. A queda é explicada por um alívio nos preços de açúcares, frutas, carnes de aves, ovos e bebidas. Apesar da trégua, o cenário inflacionário ainda exige cautela.
Serviços subjacentes preocupam especialistas
Os bancos alertam para a resiliência dos serviços subjacentes, que têm apresentado pressão nas últimas medições. O BTG Pactual prevê uma leve desaceleração nesse núcleo, mas ainda em patamar elevado. O Bradesco reforça a importância de acompanhar a qualidade dos dados, especialmente o componente de serviços.
Projeção para o IPCA cheio de 2025 é de 5,6%
Para o IPCA cheio de 2025, o Bradesco projeta alta de 5,6%, com o núcleo da inflação oscilando entre 5,5% e 6%. A média das medidas de núcleo pode voltar a acelerar, impulsionada pela alta dos bens industriais, segundo o BTG Pactual.
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