O Brasil enfrenta problemas econômicos, como inflação alta e taxa Selic elevada, que afetam o crédito e a economia. Mário Mesquita, economista do Itaú Unibanco, acredita que uma nova linha de crédito consignado privado pode aumentar o crescimento econômico em até 0,6 ponto percentual, mas isso pode ir contra os objetivos do Banco Central, que quer desacelerar a economia para controlar a inflação. Ele também mencionou que, apesar da inflação estar alta, um cenário internacional favorável pode ajudar a reduzi-la. As projeções do Itaú para o crescimento do Brasil são de 2,2% em 2025 e 1,5% em 2026, com a Selic esperada em 15,25% este ano. Isaac Sidney, presidente da Febraban, criticou a ideia de aumentar impostos em um momento de Selic alta, afirmando que o país não pode suportar mais tributos, especialmente os que encarecem bens e serviços. Ele ressaltou a importância do crédito para a economia e alertou que a alta da Selic já está diminuindo a disposição dos bancos para conceder crédito. Sidney também observou que o crédito para consumo está caindo, enquanto opções mais arriscadas estão aumentando. Ele pediu um alinhamento entre os Poderes para enfrentar os desafios fiscais. Mesquita acredita que a proposta de isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil deve ser aprovada, mas com compensações. Ele comentou sobre a taxação de grandes fortunas, dizendo que isso é mais simbólico do que eficaz em arrecadar. Mesquita defendeu um sistema tributário que cobre mais de quem ganha mais e destacou a necessidade de controlar gastos para recuperar a credibilidade e reduzir juros.
O Brasil enfrenta desafios econômicos significativos, com a inflação elevada e a taxa Selic em patamares altos, impactando o crédito e a atividade econômica. O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, prevê que a nova linha de crédito consignado privado pode impulsionar o crescimento econômico em até 0,6 ponto percentual. Em entrevista, ele destacou que a demanda por esse tipo de crédito é alta, mas alertou que isso pode contrariar os objetivos do Banco Central, que busca desacelerar a economia para controlar a inflação.
Mesquita também mencionou que, embora a inflação esteja disseminada e distante da meta, um cenário internacional favorável pode ajudar na redução da inflação, um fenômeno que ele chamou de “desinflação oportunista”. As projeções do Itaú para o crescimento do Brasil são de 2,2% para 2025 e 1,5% para 2026, com a Selic terminal esperada em 15,25% este ano.
Críticas ao Aumento de Tributos
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, criticou a proposta de aumento de tributos em um momento de Selic alta. Ele afirmou que o país não suporta mais impostos, especialmente os indiretos que encarecem bens e serviços. Sidney enfatizou a importância do crédito para a economia e alertou que a alta da Selic já está reduzindo o apetite dos bancos para conceder crédito.
Sidney também destacou que o crédito para consumo e aquisição de bens duráveis está perdendo força, enquanto linhas mais arriscadas, como cheque especial, estão ganhando espaço. Ele defendeu um alinhamento entre os Poderes para enfrentar os desafios fiscais, ressaltando que o Ministério da Fazenda precisa de apoio do Congresso.
Desafios Fiscais e Propostas de Isenção
Mesquita acredita que a proposta do governo de isentar do Imposto de Renda pessoas que ganham até R$ 5 mil deve ser aprovada, mas com compensações parciais. Ele também comentou sobre a discussão da taxação de grandes fortunas, afirmando que essa pauta tem mais simbolismo político do que efetividade arrecadatória.
O economista defendeu um sistema tributário mais progressivo, que tribute proporcionalmente mais aqueles que ganham mais. Ele ressaltou que o Brasil precisa voltar ao controle de gastos para recuperar credibilidade e reduzir os juros, afirmando que a política econômica disfuncional ocorreu após o fim do teto de gastos.
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