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Empresas de commodities falham em combater desmatamento, aponta relatório global

Apenas 3% das empresas de commodities estão agindo contra o desmatamento, revela o relatório Forest 500. Suzano se destaca, mas enfrenta críticas.

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O 11º relatório Forest 500 mostra que apenas 3% das 500 empresas mais influentes no comércio de commodities estão fazendo o suficiente para combater o desmatamento. A empresa brasileira Suzano é a melhor avaliada, afirmando que toda sua produção de celulose e papel é livre de desmatamento. No entanto, suas plantações têm causado problemas, como o uso excessivo de água e poluição. O relatório revela que a maioria das empresas não tem compromissos claros para proteger as florestas, com apenas 27% divulgando metas para todas as commodities. Além disso, a rastreabilidade das cadeias de suprimento é fraca, e muitos abusos de direitos humanos estão associados ao desmatamento. A situação é preocupante, especialmente para a carne bovina, que é a principal causa do desmatamento, mas apenas uma fração das empresas do setor tem compromissos efetivos. O relatório destaca a necessidade urgente de ação, especialmente com a COP30 se aproximando no Brasil.

O 11º relatório Forest 500, divulgado pela Global Canopy, revela que apenas 3% das 500 empresas mais influentes no comércio de commodities estão adotando medidas eficazes contra o desmatamento. O relatório, intitulado “Empresas lucram, florestas caem: todos pagam o preço”, destaca a Suzano como a melhor avaliada, embora enfrente desafios em suas operações.

O estudo aponta que a carne bovina é a principal responsável pelo desmatamento, com apenas 37% das empresas de carne e 30% das de couro possuindo compromissos efetivos para mitigar o problema. O relatório abrange nove commodities que impactam as florestas, incluindo soja, óleo de palma e madeira, e revela que essas cadeias produtivas são responsáveis por cerca de 60% do desmatamento global.

Desempenho da Suzano

A Suzano S.A., produtora de papel e celulose, foi classificada como a mais bem colocada no ranking por dois anos consecutivos. A empresa afirma que 100% de sua celulose e papel são verificados como livres de desmatamento, com a maior parte proveniente de plantações de eucalipto nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia. Apesar disso, suas operações têm sido criticadas por impactos negativos em ecossistemas vizinhos e comunidades locais.

O relatório também destaca que o progresso das empresas em relação a seus compromissos tem estagnado. Apenas 27% das empresas divulgaram metas sobre desmatamento para todas as commodities avaliadas. Além disso, 22% publicaram evidências de implementação adequada, e apenas 3% o fizeram para todas as commodities.

Questões de Direitos Humanos

O desmatamento está frequentemente associado a abusos de direitos humanos, afetando comunidades locais e povos indígenas. Somente 6% das empresas possuem políticas abrangentes de direitos humanos relacionadas ao desmatamento. O relatório enfatiza a necessidade urgente de ações efetivas, especialmente com a COP30 se aproximando em Belém, no Brasil. A falta de compromissos abrangentes e a fraca implementação por parte das empresas são preocupantes, e a situação exige uma resposta imediata para evitar riscos futuros.

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