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Mercado de capitais brasileiro atinge recorde de captação no primeiro trimestre de 2025

Recorde de captação no Brasil em 2025: R$ 152,3 bilhões, com debêntures incentivadas liderando. A participação de pessoas físicas no crédito privado cresce, superando ações.

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O mercado de capitais brasileiro teve um ótimo desempenho no primeiro trimestre de 2025, com uma captação recorde de R$ 152,3 bilhões, sendo que 96,3% desse valor veio de renda fixa. As debêntures, que são títulos de dívida, somaram R$ 103,08 bilhões e as incentivadas, que não têm imposto de renda, representaram 45% do total, um aumento em relação aos 12% do mesmo período em 2023. O número de pessoas físicas investindo em crédito privado também cresceu, superando o de ações, com quatro milhões de CPFs aplicando em renda fixa privada. Camilla Dolle, da XP, comentou que o interesse por debêntures isentas está ajudando a impulsionar esse mercado, embora a participação das pessoas físicas no mercado primário de debêntures seja de apenas 1,9%. Lucas Drummond, da Opea, destacou que a alta dos juros e a instabilidade do mercado de ações tornam o crédito privado mais atraente. Para aumentar a confiança dos investidores em debêntures, Dolle sugere que é preciso melhorar o conhecimento sobre esse tipo de investimento, que tem diferentes níveis de risco. Apesar de alguns casos de empresas em dificuldades, a demanda por títulos de renda fixa continua forte.

Contrariando as expectativas de desaceleração, o mercado de capitais brasileiro alcançou um recorde de captação no primeiro trimestre de 2025, totalizando R$ 152,3 bilhões. Deste montante, 96,3% foram provenientes de instrumentos de renda fixa, com as debêntures atingindo R$ 103,08 bilhões.

As debêntures incentivadas, que oferecem isenção de Imposto de Renda, representaram 45% do total captado, um aumento significativo em relação aos 12% registrados no mesmo período de 2023. A participação das pessoas físicas no mercado de crédito privado também cresceu, superando a de ações, com quatro milhões de CPFs investindo em renda fixa privada, em comparação a 3,9 milhões em ações.

Camilla Dolle, head de renda fixa da XP, destaca que o interesse das pessoas físicas por debêntures isentas é um fator que impulsiona o crescimento desse segmento. Embora a participação das pessoas físicas no mercado primário de debêntures tenha sido de apenas 1,9%, elas estão mais ativas no mercado secundário. Muitas ofertas de debêntures são restritas a investidores qualificados ou profissionais.

Lucas Drummond, head de securitização da Opea, observa que a situação atual, com juros altos e um mercado acionário volátil, torna o crédito privado mais atraente para o investidor pessoa física. O aumento da participação do varejo coincide com a diminuição da atuação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no setor.

Para que mais investidores se sintam à vontade para entrar no mercado de debêntures e outros instrumentos, Dolle sugere que é necessário aumentar o conhecimento sobre o crédito privado. Ela ressalta que existem diferentes níveis de risco, permitindo que investidores de variados perfis possam participar. Apesar de casos de recuperações judiciais, como os da Americanas e Light, a demanda por papéis de renda fixa continua forte, com spreads em queda.

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