Em 2024, a média de pagamento dos CEOs no mundo chegou a US$ 4,29 milhões, um aumento de quase 50% nos últimos cinco anos, enquanto os salários dos trabalhadores aumentaram apenas 0,9%. Isso significa que os ganhos dos CEOs cresceram 56 vezes mais do que os salários médios. O relatório da Oxfam, divulgado no Dia Internacional do Trabalhador, revela que a remuneração dos altos executivos subiu, enquanto os salários gerais mal mudaram. A pesquisa analisou dados de quase 2 mil empresas em 35 países e mostrou que a Irlanda e a Alemanha têm alguns dos CEOs mais bem pagos, com salários médios de US$ 6,7 milhões e US$ 4,7 milhões, respectivamente. A Oxfam também destacou que a diferença salarial entre homens e mulheres é significativa, com uma disparidade média de 22,2% em 2023, e que apenas 6,9% dos CEOs são mulheres. A organização sugere que os governos aumentem a taxação dos super-ricos e garantam que os salários mínimos acompanhem a inflação.
Em 2024, a remuneração média global de CEOs alcançou US$ 4,29 milhões, um aumento real de 49,7% em cinco anos. Em contraste, os salários médios dos trabalhadores subiram apenas 0,9% no mesmo período. Isso significa que os ganhos dos executivos cresceram 56 vezes mais que os dos funcionários comuns. Os dados são de um relatório da Oxfam, divulgado em razão do Dia Internacional do Trabalhador.
A pesquisa analisou a remuneração de CEOs que receberam mais de US$ 1 milhão em 2023, abrangendo 1.984 empresas em 35 países. O estudo considerou salários, bônus, participação em ações e benefícios, ajustados pela inflação. A Irlanda e a Alemanha destacam-se com os CEOs mais bem pagos, com ganhos médios de US$ 6,7 milhões e US$ 4,7 milhões, respectivamente.
A Oxfam também apontou que os salários gerais não acompanham o custo de vida. Em países como França, África do Sul e Espanha, o aumento real dos salários foi de apenas 0,6% no último ano. Além disso, a pesquisa revelou que apenas 6,9% dos CEOs de empresas com receita acima de US$ 10 milhões são mulheres.
A diferença salarial de gênero também é alarmante. Em 2023, a disparidade entre homens e mulheres foi de 22,2%, uma leve melhora em relação ao ano anterior. No entanto, em países como Japão e Coreia do Sul, essa diferença chega a 40%. No Brasil, a disparidade aumentou de 19,4% para 20,7%.
A Oxfam sugere que os governos devem taxar os super-ricos e garantir que os salários mínimos acompanhem a inflação. O relatório foi realizado em parceria com a Confederação Sindical Internacional (ITUC) e abrangeu 45.501 companhias em 168 países.
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