O Papa Francisco, que faleceu em abril de 2023, enfrentou problemas financeiros sérios no Vaticano, incluindo um déficit orçamentário e dificuldades no IOR, o banco da Santa Sé. Seu sucessor agora lida com um cenário ainda mais complicado, com um déficit operacional de 83 milhões de euros e um fundo de pensão em crise. Francisco tentou reformar as finanças do Vaticano, que eram marcadas por escândalos e má gestão, mas seu trabalho deixou um legado misto. Embora tenha melhorado a transparência no IOR e na Apsa, a situação financeira geral do Vaticano não se estabilizou. O Vaticano depende de receitas de turismo, doações e investimentos, mas as doações caíram 23% entre 2015 e 2019. O novo líder da Igreja terá que decidir se as finanças continuarão a ser uma prioridade, já que a resistência a mudanças é forte e as disputas sobre dinheiro são comuns na instituição.
O sucessor do Papa Francisco, falecido em abril de 2023, enfrenta um cenário financeiro desafiador no Vaticano. O novo líder herda um déficit orçamentário de 83 milhões de euros e um fundo de pensão em crise. As finanças da Santa Sé, que já eram complicadas, agora exigem atenção urgente.
Durante seu papado, Francisco implementou reformas significativas, especialmente no Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano. Ele buscou combater a corrupção e melhorar a transparência, mas a resistência interna foi intensa. O IOR, que administra cerca de 5,4 bilhões de euros em ativos, registrou um lucro líquido de 30 milhões de euros em 2023, mas ainda enfrenta desafios.
O fundo de pensão da Santa Sé, que há uma década tinha um passivo não financiado de quase 1,5 bilhão de euros, provavelmente aumentou desde então. As receitas do Vaticano vêm principalmente de imóveis, doações e turismo, mas as doações caíram 23% entre 2015 e 2019, refletindo a necessidade de restaurar a confiança dos fiéis.
As reformas de Francisco, embora tenham trazido melhorias, não foram suficientes para equilibrar o orçamento. A Apsa (Administração do Patrimônio da Sé Apostólica), que gerencia os ativos da Santa Sé, registrou lucros de 46 milhões de euros em 2023, mas o déficit operacional continua a ser uma preocupação. O conclave para eleger o novo papa começa na próxima semana, e as finanças da Igreja Católica podem ser uma prioridade para o próximo líder.
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