O preço do dólar oficial na Argentina subiu para 1.203 pesos, ultrapassando o dólar blue, que está a 1.180 pesos. Isso aconteceu após o governo de Javier Milei relaxar os controles de capital que estavam em vigor por quase seis anos. Antes, a taxa de câmbio era fixa e o acesso a dólares era muito limitado, o que fez com que o mercado paralelo tivesse preços muito altos. Agora, com a nova política, o peso pode flutuar entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar. Especialistas acreditam que essa mudança é positiva, mas estão atentos ao comportamento do banco central e à capacidade de acumular reservas, especialmente com a expectativa de um aumento nas exportações de grãos nos próximos meses.
BUENOS AIRES (Reuters) – A Argentina registrou uma mudança significativa nas taxas de câmbio nesta terça-feira, com o dólar oficial alcançando 1.203 pesos, superando o dólar blue (paralelo), que está em 1.180 pesos. Essa alteração ocorre após quase seis anos de rígidos controles de capital.
O governo do presidente Javier Milei flexibilizou os controles cambiais, permitindo que o peso flutue. Essa decisão representa uma reversão importante em um cenário onde a taxa de câmbio era fixa e o acesso a dólares era severamente limitado, resultando em preços elevados no mercado paralelo.
Reformas Econômicas
A nova política econômica de Milei visa reverter um profundo déficit fiscal e controlar uma das maiores taxas de inflação do mundo. O governo flexibilizou os controles de capital que estavam em vigor desde 2019, permitindo que o peso opere dentro de uma faixa de negociação entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar.
Analistas observam que a convergência das taxas de câmbio é um sinal positivo. Marcelo Rojas, analista de Buenos Aires, afirmou que “é bom que o peso esteja começando a encontrar uma zona de nivelamento”. Ele destacou que o comportamento do banco central será crucial para a valorização da moeda.
Expectativas de Reservas
Os especialistas agora se concentram na capacidade do banco central de acumular reservas cambiais. As reservas estavam em situação negativa até a recente injeção de US$ 12 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), sob um novo acordo de empréstimo.
Além disso, a Argentina, um grande produtor de grãos, deve receber um influxo de dólares das exportações de soja e milho no próximo mês. Juan Manuel Franco, economista-chefe do SBS Group, ressaltou que, apesar do relaxamento dos controles cambiais ser positivo, o mercado ainda aguarda para ver se o banco central conseguirá acumular reservas líquidas genuínas.
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