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Bruno Serra discorda do mercado e vê necessidade de cautela na política monetária

Bruno Serra, ex-diretor do Banco Central, alerta que o ciclo de alta de juros ainda não acabou e questiona expectativas sobre a economia americana.

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Bruno Serra, que foi diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil até 2023, acredita que o ciclo de alta de juros ainda não acabou, apesar de muitos no mercado acharem que sim. Ele explicou que o Banco Central se reúne a cada 45 dias para discutir suas decisões e que a taxa de juros está alta há mais de 20 anos, o que mostra que a instituição está tentando fazer seu trabalho. Serra afirmou que o Banco Central está sendo cauteloso e que qualquer mudança será gradual. Ele também questionou a ideia de que a economia americana está em um período de baixo crescimento, sugerindo que ela pode se fortalecer mais do que o esperado, especialmente porque é uma economia de serviços. Ele mencionou que o aumento dos preços de importados pode afetar a renda das famílias americanas, mas não acredita que os investimentos nos Estados Unidos vão cair tanto quanto muitos pensam. Além disso, Serra comentou que países como a Europa e o Canadá devem aumentar seus gastos públicos, especialmente após a pandemia.

Bruno Serra, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, manifestou sua discordância em relação à percepção de que o ciclo de alta de juros está próximo do fim. Durante sua participação no TAG Summit 2025, em São Paulo, ele destacou que o Banco Central está adotando uma abordagem cautelosa e gradual em suas decisões.

Serra explicou que a política monetária é discutida em reuniões a cada 45 dias, envolvendo nove membros em um debate extenso. “A taxa de juros está alta há mais de 20 anos. Não dá para dizer que o BC não está tentando fazer o trabalho dele”, afirmou. Ele acrescentou que, embora o Banco Central esteja considerando estratégias para encerrar o ciclo de alta, a incerteza aumentou e as medidas serão implementadas de forma gradual.

O ex-diretor também questionou as expectativas do mercado sobre a economia americana, sugerindo que pode haver um fortalecimento inesperado. “O mercado colocou muita probabilidade no cenário modal de crescimento baixo. A economia americana é uma economia de serviços, principalmente”, disse. Serra alertou sobre o impacto do aumento de preços de importados na renda das famílias americanas, que pode resultar em menor consumo.

Além disso, ele comentou sobre a possibilidade de que os investimentos nos Estados Unidos não caiam tanto quanto se imagina. “A economia americana vai ser capaz de reshore (voltar a fabricar no país) alguma coisa. Talvez caia menos que as pessoas imaginam – ou nem caia”, concluiu. Serra também mencionou que países como a Europa e o Canadá devem adotar medidas fiscais significativas em resposta aos desafios econômicos atuais.

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