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Tarifas de Trump afetam comércio agrícola e elevam custos para produtores nos EUA

Guerra comercial entre EUA e China impacta setor agrícola americano, enquanto Brasil se beneficia com aumento na demanda chinesa por produtos.

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As tarifas impostas por Donald Trump estão causando problemas no comércio agrícola dos EUA, resultando em atrasos na compra de tratores e na importação de produtos químicos. Empresas agrícolas estão reportando perdas significativas, com a Archer-Daniels-Midland e a Bunge Global vendo seus lucros caírem em cerca de 750 milhões de dólares no primeiro trimestre. Os importadores estão adiando compras de grãos devido às incertezas das tarifas, o que também afeta a venda de máquinas agrícolas. Além disso, as tarifas estão elevando os preços de fertilizantes e pesticidas, já que os EUA dependem de países como China e Índia para esses produtos. Enquanto isso, o Brasil está se beneficiando, com a China aumentando a compra de soja e carne bovina do país, já que o mercado americano está se fechando para os exportadores de carne dos EUA. A situação está favorecendo os produtores brasileiros, que estão vendo um aumento na demanda e nos preços de exportação.

Grandes empresas agrícolas dos Estados Unidos enfrentam perdas significativas devido às tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. As tarifas, que começaram em 2018, têm afetado o comércio de safras, atrasando a compra de tratores e restringindo a importação de insumos. Esse cenário impacta diretamente a lucratividade do setor agrícola americano.

No primeiro trimestre, a Archer-Daniels-Midland (ADM) e a Bunge Global relataram uma queda de cerca de US$ 750 milhões em lucros operacionais. Ambas as empresas atribuíram essa diminuição às incertezas nas políticas comerciais e de biocombustíveis. Importadores têm adiado compras de grãos e sementes oleaginosas dos EUA, devido às ameaças de novas tarifas sobre embarcações chinesas.

Impactos no Setor Agrícola

Fabricantes de tratores, como CNH Industrial e AGCO, também notaram uma redução nas vendas. O CEO da AGCO, Eric Hansotia, afirmou que as incertezas comerciais diminuíram o sentimento dos agricultores, resultando em menor demanda por maquinário. As empresas aumentaram os preços para mitigar os efeitos das tarifas.

Além disso, as tarifas estão afetando as importações de fertilizantes e pesticidas. A Mosaic informou que as remessas de fosfato, essencial para a nutrição das culturas, caíram, pois navios foram desviados para evitar a tarifa de 10%. A Nutrien previu que seus produtos poderiam custar até 7,5% a mais devido a esses ajustes.

Oportunidades para o Brasil

Diante desse cenário, o Brasil se destaca como um dos vencedores da guerra comercial. A Minerva reportou um aumento na demanda chinesa por carne bovina sul-americana, elevando seus lucros. A China, maior importador de commodities do mundo, tem adquirido uma parte significativa da soja brasileira desde o aumento das tarifas sobre produtos chineses.

A vice-presidente executiva comercial da Mosaic, Jenny Wang, destacou que os impactos negativos nas finanças dos produtores americanos provavelmente beneficiarão os agricultores brasileiros. A situação atual evidencia as tensões comerciais e suas repercussões no comércio global, afetando diretamente a dinâmica do setor agrícola.

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