Joseane dos Santos, marisqueira de 53 anos, viu sua renda familiar aumentar com o Banco Laguna, o primeiro banco comunitário de Maceió, que usa a casca do sururu para criar uma moeda social chamada sururote. Com essa iniciativa, as mulheres da comunidade aprenderam a vender as cascas, que antes eram jogadas fora, e agora podem ganhar até R$ 3.000 por mês, em vez dos R$ 300 que recebiam apenas com a venda do filé do mexilhão. Recentemente, foram lançadas novas cédulas de 20 e 50 sururotes, aumentando as opções de pagamento dentro do bairro. O projeto já beneficia 90 famílias e oferece microcréditos para ajudar a expandir pequenos negócios. Joseane, que fez uma compra de R$ 1.200 usando a moeda social, destaca que a iniciativa mudou a realidade da comunidade, que antes lidava com lixo e mau cheiro. Além disso, outras 300 mulheres participaram de cursos de empreendedorismo e educação financeira, mostrando que a economia local está se fortalecendo.
O Banco Laguna, primeiro banco comunitário de Maceió, promove a economia local através da venda da casca do sururu, transformando resíduos em uma moeda social chamada sururote. Joseane dos Santos, marisqueira de 53 anos, relata que sua renda familiar aumentou significativamente com o projeto. Recentemente, foram lançadas novas cédulas de 20 e 50 sururotes, beneficiando noventa famílias na comunidade.
Joseane, que atua como marisqueira há 30 anos, decidiu participar do projeto ao ouvir sobre “dinheiro social” e “economia circular”. A casca do sururu, antes descartada, agora é utilizada para gerar renda. Lisania Pereira, CEO da ONG Mandaver e fundadora do Banco Laguna, explica que o plano de economia circular visa transformar resíduos em oportunidades. As marisqueiras recebem treinamento sobre o processo de secagem das cascas, que são vendidas a indústrias, gerando receita para as participantes.
O projeto arrecadou R$ 25 mil até agora neste ano, com R$ 22,5 mil distribuídos entre as marisqueiras. Antes do projeto, as famílias lucravam cerca de R$ 300 por mês apenas com a venda do filé do sururu. Com a nova abordagem, a renda pode chegar a R$ 3 mil. Joseane destaca que a mudança na comunidade é visível: “O que mais se via antes era lixo, agora tudo melhorou.”
Impacto na Comunidade
A iniciativa envolve apenas mulheres, pois setenta e três por cento delas sustentam suas famílias. Cada nota de sururote possui cores e desenhos diferentes para facilitar a identificação, considerando o analfabetismo na região. As novas cédulas de 20 e 50 sururotes foram introduzidas para ampliar as transações dentro da comunidade.
Além de Joseane, outras mulheres, como Erica Janaína da Conceição, estão se beneficiando. Erica, que alugou um ponto para vender roupas, afirma que o projeto a incentivou a expandir seus negócios. “Abriu minha mente e me deu coragem,” diz ela, destacando o impacto positivo na economia local.
O Banco Laguna também oferece microcréditos de até R$ 5 mil para ajudar na expansão de negócios. A expectativa é que a economia local continue a crescer, mesmo com a chegada do período chuvoso, que afeta a pesca. “O sururu é parte integral do Vergel do Lago, mas queremos diversificar,” conclui Lisania Pereira.
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