Alpercata, uma cidade de Minas Gerais, está enfrentando uma grande queda na população devido à emigração para os Estados Unidos. O prefeito, Rafael França, informou que as escolas da cidade tiveram uma redução de 15% nas matrículas, refletindo a saída de famílias inteiras em busca de melhores oportunidades. A cidade, que já foi conhecida por seu cultivo de quiabo, agora é chamada de “cidade fantasma” por causa das ruas vazias. A migração, que antes envolvia apenas um membro da família, agora inclui todos, o que tem gerado dificuldades econômicas e falta de mão de obra qualificada. O comércio local e o setor público estão sentindo os efeitos, já que muitos trabalhadores, como pedreiros e carpinteiros, estão nos EUA. Além disso, a queda no envio de remessas financeiras para a cidade também afeta a economia local. O prefeito acredita que a situação pode melhorar nos próximos anos, mas a cidade ainda lida com os desafios trazidos pela emigração.
Em Alpercata, cidade de Minas Gerais, a emigração para os Estados Unidos tem causado uma drástica redução populacional. O prefeito Rafael França (PSD) informou que as matrículas escolares caíram 15% em 2024, refletindo a saída de famílias inteiras em busca de melhores oportunidades.
A cidade, com menos de sete mil habitantes, já foi conhecida pelo cultivo de quiabo, mas agora enfrenta o desafio de se tornar uma “cidade fantasma”. O censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a população caiu 3,75% desde 2010. A migração em massa tem gerado dificuldades econômicas, especialmente na contratação de mão de obra qualificada.
França destacou que muitos trabalhadores, como pedreiros e carpinteiros, estão nos EUA, o que impacta diretamente o comércio local. O município, que depende do setor público como maior empregador, enfrenta dificuldades financeiras. A folha de pagamento mensal gira em torno de R$ 1 milhão e a falta de funcionários pode paralisar serviços essenciais.
Mudanças no Perfil Migratório
A mudança no perfil migratório é notável. Antes, apenas um membro da família costumava migrar, mas desde 2020, famílias inteiras têm deixado Alpercata sem intenção de retornar. Essa nova dinâmica tem levado ao fechamento de escolas devido à falta de alunos e funcionários.
O prefeito mencionou que, entre 2023 e 2024, houve uma “enxurrada” de migrações. O medo das políticas migratórias dos EUA também tem influenciado o retorno de alguns imigrantes. A queda nas remessas financeiras, essenciais para a economia local, é uma preocupação crescente.
Rodrigo Feitosa, proprietário de uma farmácia, relatou a dificuldade em encontrar funcionários. Ele mesmo já viajou várias vezes para os EUA, mas a maioria dos moradores migra de forma irregular, temendo a identificação. A situação é complexa, com muitos evitando compartilhar suas experiências devido ao medo de represálias.
O prefeito França, que teve o “sonho americano”, acredita que a cidade pode se recuperar. Ele prevê que, até 2026, Alpercata poderá ver um aumento na população, não apenas de deportados, mas também de pessoas que retornarão por vontade própria.
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