O Morgan Stanley aumentou a recomendação para as ações da XP e da B3, passando de neutra para overweight, devido à expectativa de queda nas taxas de juros no Brasil. Os analistas acreditam que isso pode levar a um aumento nas negociações de ações e na recuperação dos mercados de capitais. Eles elevaram os preços-alvo das ações, com a B3 passando de R$ 15 para R$ 18,50 e a XP de US$ 18 para US$ 24. Apesar das previsões de cortes de juros adiados até 2026, os futuros das taxas indicam que isso pode acontecer já em novembro. A XP deve se beneficiar com a migração de investidores de renda fixa para ações, aumentando a atividade de negociação e os ativos sob gestão. A B3 também deve ver um aumento nas negociações e na emissão de ações, o que pode elevar suas receitas. O Morgan Stanley revisou suas estimativas de lucro para ambas as empresas, prevendo crescimento significativo nos próximos anos.
O Morgan Stanley elevou a recomendação das ações da XP (ticker XPBR31) e da B3 (B3SA3) de neutra para overweight, prevendo um crescimento significativo para ambas. A mudança se baseia na expectativa de queda das taxas de juros no Brasil, atualmente em 14,75%, e a aproximação do fim do ciclo de aperto monetário.
Os analistas Jorge Kuri e sua equipe destacam que a XP e a B3 estão bem posicionadas para se beneficiar do aumento dos volumes de negociação e da recuperação dos mercados de capitais. O preço-alvo para as ações da B3 foi ajustado de R$ 15 para R$ 18,50, enquanto o da XP subiu de US$ 18 para US$ 24. O banco acredita que o ciclo de alta da Selic pode ter chegado ao fim, e o mercado já começa a precificar cortes nas taxas para novembro deste ano.
Expectativas de Crescimento
A XP deve se beneficiar da rotação de portfólio, com investidores migrando de renda fixa para ações e produtos alternativos, o que deve aumentar a atividade de negociação e os ativos sob gestão. O banco de investimento da XP também pode se recuperar com a melhora nos mercados de capitais. Os analistas afirmam que a XP continua a ser uma ganhadora estrutural devido a suas taxas competitivas e ampla gama de produtos.
A B3 também deve se beneficiar da queda nas taxas, que geralmente impulsiona volumes de negociação em ações e derivativos. Isso pode elevar as receitas baseadas em taxas da bolsa. A alavancagem operacional da B3 é vista como uma vantagem, pois o crescimento do volume impacta positivamente os lucros com custos incrementais baixos.
Revisão de Estimativas
O Morgan Stanley revisou suas estimativas de lucro por ação (LPA) para a XP, prevendo um crescimento de 12% em 2025 e 18% em 2026 e 2027, superando as previsões do consenso. Para a B3, as estimativas de LPA foram elevadas em 9-12% para o mesmo período, com crescimento projetado de 18% em 2025. Ambas as empresas são vistas como sensíveis às taxas de juros e estão sendo negociadas a avaliações atraentes, segundo os analistas.
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