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EUA e Ucrânia firmam acordo de minerais que pode transformar relações comerciais globais

Acordo entre EUA e Ucrânia troca minerais por segurança, abrindo caminho para novas parcerias estratégicas com outros países.

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Os Estados Unidos e a Ucrânia assinaram um acordo importante para trocar minerais por segurança, com o objetivo de fortalecer a economia da Ucrânia e ajudar na sua reconstrução. Esse acordo, que já foi aprovado pelos legisladores ucranianos, é visto como um passo para criar mais acordos semelhantes entre os EUA e outros países, como a República Democrática do Congo, que possui grandes reservas de cobalto. Especialistas acreditam que esse tipo de acordo, que combina recursos minerais com segurança, pode se tornar mais comum, especialmente devido à competição entre os EUA e a China no setor de minerais essenciais. A Ucrânia tem reservas significativas de minerais que podem ser importantes para os Estados Unidos, mas há dúvidas sobre a possibilidade de outros países seguirem o mesmo caminho, já que muitos preferem manter o controle sobre seus recursos. Além disso, a relação entre os EUA e o Canadá é complexa, e o Canadá não vê necessidade de um acordo desse tipo, preferindo garantir uma relação comercial mais estável.

Os Estados Unidos e a Ucrânia assinaram um acordo histórico para a troca de minerais por segurança, visando fortalecer laços econômicos e de segurança. O pacto, ratificado recentemente pelo Parlamento ucraniano, busca aprofundar as relações comerciais e posicionar a Ucrânia como fornecedora de minerais estratégicos para os EUA.

O acordo foi firmado após meses de negociações e mais de três anos desde o início da invasão russa à Ucrânia. O CEO do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Ro Dhawan, afirmou que este não será o último acordo bilateral envolvendo minerais e geopolítica. Ele prevê que outros países, como a República Democrática do Congo, possam seguir o mesmo caminho.

Os minerais críticos, essenciais para a transição energética, incluem cobre, lítio, níquel, cobalto e elementos de terras raras. A China domina a cadeia de suprimentos desses materiais, representando cerca de sessenta por cento da produção global. A rivalidade geopolítica entre EUA e China tem colocado esses minerais no centro da agenda de segurança nacional dos EUA.

Heidi Crebo-Rediker, do Conselho de Relações Exteriores, destacou que as vastas reservas de minerais da Ucrânia podem oferecer uma cadeia de suprimentos segura para os EUA. Entretanto, Timothy Puko, da Eurasia Group, expressou ceticismo sobre a possibilidade de novos acordos semelhantes, citando a resistência de outros países em abrir mão de seus recursos.

A relação entre EUA e Canadá, por exemplo, já é complexa, com o novo primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmando que o país “não está à venda”. A colaboração entre os dois países é histórica, mas a incerteza nas relações comerciais pode dificultar novos acordos de troca de minerais por segurança.

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