A economia da Dinamarca, que cresceu muito por causa das exportações de produtos farmacêuticos, deve desacelerar este ano, segundo o FMI. A previsão é de um crescimento de 2,9% em 2025, após ter sido de 3,7% em 2024. O FMI também afirma que as tarifas dos EUA não afetarão diretamente a Dinamarca, pois a maioria dos medicamentos dinamarqueses não é produzida no país. As empresas farmacêuticas dinamarquesas, como a Novo Nordisk, dependem de um sistema em que a maior parte do valor dos medicamentos vem da propriedade intelectual, com a produção feita em outros países. Embora os EUA sejam um parceiro comercial importante, apenas 3% das exportações dinamarquesas são produzidas localmente, o que limita o impacto das tarifas. O FMI alerta que, apesar dos impactos diretos serem pequenos, a incerteza nas políticas comerciais pode trazer riscos para o futuro. Além disso, o crescimento a médio prazo deve ficar em torno de 1,5%, devido ao amadurecimento do setor farmacêutico e à diminuição da população em idade ativa. A Novo Nordisk, que teve um aumento significativo na demanda por seus medicamentos, viu suas vendas como parte do PIB dinamarquês crescer de 1% nos anos 90 para 8,3% em 2023.
A economia da Dinamarca, que teve um crescimento impulsionado por um aumento significativo nas exportações farmacêuticas, deve desacelerar neste ano. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um crescimento de 2,9% para 2025, após uma alta de 3,7% em 2024. A indústria farmacêutica, especialmente a Novo Nordisk, continua a ser um motor importante para a economia.
O FMI destaca que a ameaça de tarifas dos Estados Unidos não terá impacto direto sobre a Dinamarca, pois a maioria dos produtos farmacêuticos dinamarqueses não é fabricada localmente. A dependência do sistema de “comercialização e processamento” permite que as empresas dinamarquesas contratem fabricantes em outros países, o que limita a exposição a tarifas.
Apenas 3% das exportações dinamarquesas são produtos farmacêuticos produzidos no país, segundo o FMI. Apesar disso, a incerteza nas políticas comerciais e as tensões comerciais podem afetar as perspectivas econômicas. O crescimento médio projetado para o médio prazo é de 1,5%, refletindo um setor farmacêutico em maturação e uma população em idade ativa em declínio.
A Novo Nordisk, gigante farmacêutica dinamarquesa, viu sua participação nas vendas aumentar de 1% do PIB na década de noventa para 8,3% em 2023, impulsionada pela demanda por medicamentos para diabetes e perda de peso. No entanto, a empresa enfrentou desafios após a autorização da FDA dos Estados Unidos para a produção de versões genéricas de seus medicamentos, mas espera que as vendas se recuperem após a normalização do fornecimento.
A situação da indústria farmacêutica na Europa é preocupante, com a ameaça de tarifas sendo considerada um “sabre de Dâmocles”. A Federação Europeia de Indústrias e Associações Farmacêuticas (EFPIA) alertou que a falta de mudanças políticas rápidas pode levar à migração de investimentos para os Estados Unidos, onde as condições para pesquisa e desenvolvimento são mais favoráveis.
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