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TCU rejeita acordo de repactuação da ferrovia Malha Oeste e determina nova licitação

Ministro do TCU, Aroldo Cedraz, rejeita repactuação da ferrovia Malha Oeste e determina nova licitação para 2026, desafiando o governo.

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O ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União, rejeitou a proposta de repactuação da concessão da ferrovia Malha Oeste, que é operada pela Rumo. Ele argumentou que a proposta representava uma mudança radical no contrato, com novas obrigações e trechos, sem respaldo legal. Cedraz afirmou que isso não seria uma solução para conflitos, mas sim uma forma de evitar a licitação de um novo projeto, o que contraria a Constituição. Com essa decisão, a Rumo e o governo federal devem recorrer, mas a única opção agora é seguir até o fim do contrato atual, que termina em junho de 2026, e realizar um novo leilão da ferrovia, previsto para maio de 2026. A proposta de repactuação não será mais considerada, e o governo terá que atualizar os estudos e preparar o edital para a nova licitação. A Rumo, que já havia planejado devolver a concessão, agora precisa competir para manter a operação. A nova concessão incluirá investimentos significativos e a construção de um novo ramal, além de mudanças na bitola dos trilhos para aumentar a capacidade de carga e a segurança.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, rejeitou a proposta de repactuação da concessão da ferrovia Malha Oeste, operada pela Rumo. A decisão, publicada em despacho no dia 9 de maio, impede que o acordo, que já havia recebido apoio de outras instâncias, seja formalmente discutido. Cedraz argumentou que a proposta representava uma “remodelação completa e radical do contrato”, sem respaldo jurídico.

Com a negativa, a Rumo e o governo federal indicaram que pretendem recorrer da decisão. O ministro destacou que o acordo não se tratava de uma solução para conflitos, mas sim de uma “burla à licitação de um novo projeto de infraestrutura ferroviária”, o que contraria a Constituição. Ele também observou que a proposta permitiria a manutenção da mesma concessionária por mais 30 anos, mesmo sem atender aos requisitos para prorrogação.

Novo Leilão Previsto

A decisão do TCU determina que uma nova licitação para a Malha Oeste será realizada em maio de 2026. A Rumo, atual concessionária, terá que competir para manter o trecho. O contrato atual se encerra em junho de 2026, e a falta de um acordo significa que o governo deve seguir com o leilão.

Cedraz, que já se posicionou contra outras repactuações, como a da CCR MSVia, reafirmou que a solução consensual não é viável. O Ministério dos Transportes agora precisa atualizar os estudos da Malha Oeste e preparar o edital para a nova licitação. A proposta inclui investimentos de R$ 18,95 bilhões ao longo de 30 anos e a construção de um novo ramal de 97 quilômetros.

Impacto e Desdobramentos

A nova licitação será feita como uma única concessão, ao invés de dividir o traçado em lotes. Além disso, a Malha Oeste passará por adaptações para a bitola larga, aumentando a capacidade de carga e a segurança. A situação é crítica, pois cerca de 600 quilômetros da malha estão sem tráfego e outros 1.300 quilômetros têm uso muito baixo.

O governo tem pressa em concluir o processo, já que a nova licitação deve ser finalizada até maio de 2025. A Rumo, que inicialmente planejava devolver a concessão, agora se vê obrigada a buscar alternativas para continuar operando na Malha Oeste.

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