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JPMorgan e investidores apostam na recuperação das ações de mercados emergentes

JPMorgan eleva mercados emergentes para "overweight", destacando tarifas reduzidas e avaliações atrativas. O ETF EEM supera o S&P 500 em 2025.

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As ações de mercados emergentes, que estavam em baixa nos últimos quatro anos, estão começando a se recuperar. A JPMorgan melhorou sua classificação para esses mercados, citando a redução das tarifas entre os EUA e a China como um fator positivo. O ETF EEM, que investe em ações de mercados emergentes, teve um aumento de 10,6% em 2025, superando o S&P 500 e o Stoxx 600. A recuperação é vista como um sinal de que o desempenho ruim dos últimos anos pode estar mudando. Especialistas como Michael Hartnett, do Bank of America, acreditam que um novo ciclo de alta pode estar começando. A AQR prevê que as ações de mercados emergentes terão um retorno maior do que as dos EUA nos próximos anos. Apesar de alguns desafios, como a dívida e o crescimento irregular dos lucros, a confiança está aumentando, especialmente em países como Índia e Brasil, que estão se destacando. O fluxo de capital para ETFs de mercados emergentes também aumentou, indicando um crescente interesse dos investidores.

As ações de mercados emergentes estão apresentando um desempenho positivo após anos de dificuldades. A JPMorgan atualizou sua classificação para esses mercados, passando de neutra para sobrepeso. O estrategista Mislav Matejka destacou a redução das tarifas entre os Estados Unidos e a China como um fator crucial para essa mudança. Ele afirmou que a diminuição das tensões comerciais representa uma diminuição significativa para as ações emergentes.

Na semana passada, China e Estados Unidos concordaram em baixar temporariamente tarifas, o que impulsionou o iShares MSCI Emerging Markets ETF (EEM) em 3%, marcando sua quinta alta em seis semanas. O ETF acumula um aumento de 10,6% em 2025, superando o S&P 500, que teve um avanço de apenas 1,3%, e o Stoxx 600, que subiu 7,6%.

O desempenho do EEM neste ano é o melhor desde 2020, quando subiu 15,2%. O cenário atual contrasta com os últimos quatro anos, em que as ações emergentes enfrentaram dificuldades, especialmente devido à lenta recuperação econômica da China e às tarifas elevadas impostas durante a administração Trump. Matejka também mencionou que países como Índia e Brasil podem se destacar, com o ETF da Índia (INDA) subindo quase 4% e o da Brasil (EWZ) disparando 24%.

Investidores estão cada vez mais otimistas com os mercados emergentes. O Bank of America e a AQR Capital Management preveem que esses mercados podem oferecer retornos superiores aos dos Estados Unidos nos próximos anos. A AQR estima um retorno de quase 6% ao ano para ações emergentes, em comparação com 4% para ações americanas.

O fluxo de capital para ETFs de mercados emergentes também está aumentando, com US$ 1,84 bilhão investidos na semana encerrada em 9 de maio, mais do que o dobro da semana anterior. Apesar das incertezas, analistas acreditam que o enfraquecimento do dólar pode beneficiar ainda mais os mercados emergentes, que apresentam fundamentos sólidos e menor dívida externa em comparação com os Estados Unidos.

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