O Morgan Stanley aumentou sua recomendação para ações brasileiras, mudando sua posição para “overweight”. O banco acredita que o Brasil está começando a mostrar sinais de mudanças políticas, semelhantes ao que ocorreu em outros países da América Latina antes das eleições. A equipe do banco aponta que a baixa aprovação do governo de Lula e a fraqueza do modelo fiscal atual podem abrir espaço para uma nova narrativa econômica. Eles destacam que o Brasil está com ações baratas e um mercado de capitais profundo, o que pode atrair mais investimentos. Apesar de não esperarem mudanças fiscais antes de 2027, a possibilidade de uma transformação pode melhorar a relação risco-retorno para ações. O Morgan Stanley também observa que a participação de ações em fundos locais está baixa, o que sugere que ainda há espaço para crescimento. Enquanto isso, o banco manteve uma posição neutra em relação ao México e reduziu suas recomendações para o Chile, Colômbia e Peru, devido a riscos econômicos.
O Morgan Stanley elevou sua recomendação para ações brasileiras, passando a uma posição overweight (OW) em seu portfólio para a América Latina. O banco de investimento acredita que o Brasil está começando a apresentar condições semelhantes ao que analistas chamam de “comércio eleitoral andino”, que antecipa mudanças políticas em países como Chile, Colômbia e Peru.
A equipe do Morgan Stanley observa que a proximidade das eleições presidenciais, marcadas para daqui a dezoito meses, está gerando pressão sobre a plataforma do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A queda nos índices de aprovação do governo e a fragilidade do modelo fiscal expansionista podem criar um ambiente propício para uma transição econômica, que o mercado pode começar a precificar.
Os estrategistas Nikolaj Lippmann, Juan Ayala e Julia Leão destacam que a relação risco-retorno para o Brasil é favorável no curto e médio prazo. Eles apontam que setores com receita dolarizada, como energia, agronegócio e digitalização, devem se beneficiar. O relatório ressalta que o Brasil apresenta um mercado de capitais profundo e valuations ainda deprimidos, o que pode atrair investidores.
Perspectivas e Riscos
O Morgan Stanley também alerta que a participação das ações em fundos mútuos locais é historicamente baixa, com apenas 6% do total. Isso indica um espaço significativo para uma rotação para ações, caso as condições financeiras melhorem. Embora não prevejam uma transformação fiscal antes de 2027, a possibilidade de mudanças pode alterar a relação risco-retorno em favor das ações.
Em comparação com outros países da América Latina, o Morgan Stanley manteve uma posição neutra em relação ao México, citando riscos de curto prazo devido à desaceleração econômica. Para o Chile, a recomendação foi reduzida para underweight (UW), enquanto Colômbia e Peru também foram classificados como underweight, devido a fraquezas fiscais e incertezas no estímulo externo, especialmente da China.
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