O ex-presidente do Cade, Gesner Oliveira, afirmou que a fusão entre Marfrig e BRF pode demorar mais de 240 dias para ser analisada, devido a preocupações sobre concorrência e concentração no mercado. Ele destacou que o Cade pode revisar casos anteriores, como a compra de 32% da Marfrig pela BRF em 2021 e a venda de plantas da Marfrig para a Minerva em 2023, que servirão como base para a nova análise. Oliveira mencionou que, em operações passadas, o Cade avaliou questões como o poder de compra das empresas e a possibilidade de conluio. Na compra de participação em 2021, o Cade sugeriu aprovação sem restrições, enquanto na venda para a Minerva, foi exigida a venda de uma planta devido a preocupações regionais. Ele acredita que a análise da fusão atual pode ser mais complexa, considerando o histórico recente da Marfrig. O prazo padrão para análises do Cade é de 240 dias, mas pode ser estendido.
A fusão entre a Marfrig (MRFG3) e a BRF (BRFS3) pode enfrentar uma análise prolongada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O ex-presidente do Cade, Gesner Oliveira, indicou que o processo pode levar mais de 240 dias, considerando preocupações anteriores sobre concentração de mercado.
Oliveira destacou que a análise revisitará operações passadas, como a compra de 32% da Marfrig pela BRF em 2021 e a venda de plantas da Marfrig para a Minerva (BEEF3) em 2023. O especialista afirmou que o Cade costuma retomar jurisprudências anteriores, o que pode influenciar a avaliação atual.
Entre os pontos que poderão ser reavaliados estão os efeitos das participações societárias e a possibilidade de conluio. Em 2021, a Superintendência-Geral do Cade sugeriu a aprovação da compra da Marfrig pela BRF sem restrições, enquanto a operação de 2023 exigiu a alienação de uma planta em Goiás devido a preocupações de concentração regional.
Oliveira acredita que a análise da fusão entre Marfrig e BRF pode ser mais complexa, dado o histórico recente. A Marfrig deve argumentar que a fusão traz complementaridade entre as atividades das empresas, enquanto a Minerva destacou ganhos de eficiência em sua operação. O prazo padrão de análise do Cade é de 240 dias, podendo ser prorrogado por até 90 dias adicionais, dependendo do caso.
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