Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, afirmou que as tensões comerciais globais, especialmente as tarifas dos EUA, vão mudar permanentemente o comércio internacional. Em uma entrevista, ela destacou que, mesmo com alguns países se aproximando de acordos, o cenário comercial não será mais o mesmo. Durante um encontro do G7, os ministros das finanças e presidentes dos bancos centrais pediram para enfrentar os grandes desequilíbrios na economia global, com foco na China, embora o país não tenha sido mencionado. Lagarde também comentou que é difícil avaliar como as tarifas afetam a inflação, já que a retaliação europeia pode aumentar os custos de importação, mas produtos chineses mais baratos podem ser direcionados para o mercado europeu, criando pressões deflacionárias. Na zona do euro, a inflação ficou em 2,2% em abril, mas pode cair em maio, abaixo da meta de 2% do BCE. A Comissão Europeia prevê uma média de 1,7% para o próximo ano, e espera-se que o BCE reduza os juros em breve, marcando a oitava redução desde junho do ano passado.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que as tensões comerciais globais, especialmente as tarifas impostas pelos EUA, provocarão uma mudança permanente no comércio internacional. Durante uma entrevista à emissora canadense CBC, Lagarde destacou que, apesar de algumas economias estarem se aproximando de compromissos, o cenário comercial não será mais o mesmo.
O encontro do Grupo dos Sete (G7), realizado no Canadá, resultou em um comunicado que minimizou os desacordos sobre as tarifas americanas. Os ministros das finanças e presidentes dos bancos centrais focaram em um apelo para enfrentar os “desequilíbrios excessivos” na economia global, um esforço que parece direcionado à China, embora o país não tenha sido mencionado diretamente.
Lagarde também comentou sobre a dificuldade de avaliar o impacto das tarifas na inflação. Ela observou que, enquanto a retaliação europeia pode elevar os custos de importação, pode haver também pressões deflacionárias se produtos chineses baratos forem redirecionados para o mercado europeu. “A questão do impacto das tarifas sobre a inflação é muito delicada”, afirmou.
Na zona do euro, a inflação se manteve em 2,2% em abril, mas analistas preveem uma possível queda em maio, podendo levar a inflação abaixo da meta de 2% do BCE. A Comissão Europeia projeta uma média de 1,7% para o próximo ano. Espera-se que o BCE reduza os juros em duas semanas, marcando a oitava redução desde junho do ano passado, com a taxa de depósito principal caindo para 2%.
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