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Governo aumenta IOF sem consultar Galípolo, surpreendendo o ministro da Fazenda

Governo altera alíquotas do IOF, surpreendendo o presidente do Banco Central. Expectativa é arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2023 e R$ 41 bilhões em 2024.

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O governo brasileiro anunciou mudanças nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras, com a meta de aumentar a arrecadação em R$ 20,5 bilhões este ano e R$ 41 bilhões em 2024. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ficou surpreso com a decisão, pois não foi consultado antes. O Ministério da Fazenda informou que o ministro Fernando Haddad havia discutido o assunto com Galípolo, mas essa informação foi negada pelo próprio ministro nas redes sociais, causando confusão no mercado. As mudanças incluem aumento das taxas para empresas em operações de crédito e uma tarifa uniforme de 3,5% sobre operações de câmbio e remessas de fundos para o exterior. Essas alterações têm o objetivo de ajudar o Banco Central a controlar a inflação, mas podem desestimular a saída de dinheiro do país. Após o anúncio, o dólar subiu no mercado futuro e a bolsa brasileira caiu mais de 3%. As novas alíquotas também podem dificultar compras e investimentos de brasileiros fora do país.

O governo brasileiro anunciou mudanças nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com o objetivo de aumentar a arrecadação em R$ 20,5 bilhões este ano e R$ 41 bilhões em 2024. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ficou surpreso com a decisão, uma vez que não foi consultado previamente.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira, 22. Durante a coletiva, o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, afirmou que o ministro Fernando Haddad havia discutido o tema com Galípolo em uma reunião anterior. No entanto, essa informação foi contradita pelo próprio ministro em suas redes sociais, gerando incertezas no mercado financeiro.

As alterações incluem o aumento das taxas para empresas em operações de crédito e a uniformização das tarifas sobre operações de câmbio, que agora será de 3,5%. Além disso, o governo passará a cobrar imposto sobre remessas de fundos para o exterior, também na mesma taxa. Essas mudanças visam auxiliar o Banco Central no controle da inflação, mas podem desincentivar a saída de recursos do país.

A reação do mercado foi imediata. Após o anúncio, o dólar disparou no mercado futuro e o índice EWZ, que representa a bolsa brasileira em Nova York, caiu mais de 3%. As novas alíquotas interrompem o processo de adequação aos padrões da OCDE, o que pode encarecer compras e investimentos de brasileiros no exterior.

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