Um relatório da consultoria Drewry mostra que o congestionamento em portos do norte da Europa está piorando, o que pode afetar o transporte marítimo global. Em Bremerhaven, na Alemanha, o tempo de espera para atracação aumentou 77% entre março e maio. Antuérpia e Hamburgo também tiveram aumentos significativos, enquanto Roterdã e Felixstowe enfrentam atrasos. A falta de mão de obra e os baixos níveis do rio Reno são os principais problemas. A situação se complicou com a suspensão temporária de tarifas sobre importações chinesas, o que aumentou a demanda por fretes. Os atrasos estão dificultando o planejamento de estoques e levando empresas a manter mais produtos em armazéns. Além disso, há sinais de alta demanda no comércio entre EUA e China, com um aumento no número de navios esperando para atracar em portos como Los Angeles e Nova York. O CEO da Hapag-Lloyd disse que a normalização nos portos europeus pode levar de seis a oito semanas. A incerteza sobre tarifas comerciais dos EUA, especialmente as ameaças de Trump, está dificultando o planejamento para importadores e exportadores, resultando em custos mais altos e atrasos. Recentemente, Trump ameaçou aumentar tarifas para a União Europeia, mas adiou essa decisão após conversas com líderes europeus. Isso pode levar a um aumento no volume de carga antes da nova tarifa. A incerteza política também pode afetar negativamente a atividade global, especialmente para países como Alemanha e Bélgica, que dependem muito das exportações para os EUA. Tarifas adicionais podem reduzir drasticamente as exportações da UE para os EUA. Empresas de transporte marítimo já estão aumentando tarifas devido a essas tensões. Além disso, navios estão evitando o Mar Vermelho por questões de segurança, optando por rotas mais longas. O CEO da Hapag-Lloyd alertou que a retomada do tráfego pelo Canal de Suez deve ser gradual para evitar congestionamentos nos portos.
Um novo relatório da consultoria marítima Drewry aponta que o congestionamento em portos europeus se agravou, aumentando os tempos de espera e impactando as tarifas de frete. Em Bremerhaven, na Alemanha, o tempo de espera por atracação subiu 77% entre março e meados de maio. Antuérpia e Hamburgo registraram aumentos de 37% e 49%, respectivamente. Roterdã e Felixstowe também enfrentam atrasos crescentes.
Os principais fatores para essa situação são a escassez de mão de obra e os baixos níveis do rio Reno, que dificultam o transporte por barcaças. A situação se complicou com a suspensão temporária das tarifas de 145% sobre importações chinesas, o que aumentou a demanda por fretes entre EUA e China. A Drewry destaca que os atrasos estão prolongando os tempos de trânsito e complicando o planejamento de estoques.
Impactos nas Tarifas de Frete
A alta temporada do comércio transpacífico já se manifesta, impulsionada pela pausa de 90 dias nas tarifas entre os EUA e a China, que termina em 14 de agosto. Em Shenzhen, na China, e em portos como Los Angeles e Nova York, o número de navios aguardando atracação tem aumentado desde o final de abril. O CEO da Hapag-Lloyd, Rolf Habben Jansen, afirmou que a normalização nos portos europeus deve levar de seis a oito semanas.
A incerteza política em torno das tarifas dos EUA, com ameaças e recuos, dificulta o planejamento de importadores e exportadores. A Bloomberg Economics estima que tarifas adicionais de 50% poderiam reduzir as exportações da União Europeia para os EUA em mais da metade. A pressão sobre o transporte marítimo aumenta, com empresas como a MSC Mediterranean já anunciando aumentos nas tarifas.
Consequências Geopolíticas
Os atrasos e custos crescentes no transporte marítimo são reflexos das tensões geopolíticas. Os navios ainda evitam o Mar Vermelho, onde ataques de rebeldes houthis têm sido frequentes. Jansen alertou que a retomada do tráfego regular pelo Canal de Suez deve ser gradual para evitar congestionamentos massivos nos portos.
A Oxford Economics destaca que a incerteza política pode impactar negativamente as decisões de investimento global. Países como Alemanha, Irlanda, Itália, Bélgica e Países Baixos são os mais vulneráveis, devido à alta dependência das exportações para os EUA em relação ao seu PIB.
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