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Brasil lança Coalização Global para Planejamento Energético em busca de investimentos

Brasil lança Coalização Global para o Planejamento Energético, visando atrair investimentos em renováveis e fortalecer instituições em países em desenvolvimento.

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O Brasil lançou a Coalização Global para o Planejamento Energético, durante sua presidência do G20, com o objetivo de ajudar países em desenvolvimento a melhorar seu planejamento energético e atrair investimentos em energias renováveis. O evento ocorreu na sede do BNDES e contou com a presença de representantes de vários países e instituições financeiras. A diretora do BNDES, Luciana Costa, destacou que a transição energética é um grande desafio e que é importante incluir todos nesse processo. O secretário de Transição Energética do Ministério de Minas e Energia, Thiago Barral, mencionou a experiência do Brasil em planejamento energético e a importância da coalizão para a COP30. Atualmente, quase 90% da energia elétrica no Brasil é renovável, com um aumento nas fontes eólica e solar. A coalizão busca criar um espaço para troca de experiências e ajudar países com menos recursos a desenvolverem suas estruturas de planejamento. A Agência Internacional para as Energias Renováveis ressaltou a necessidade de um planejamento eficaz para aumentar os investimentos em energias renováveis.

Gestada durante a presidência brasileira do G20, a Coalização Global para o Planejamento Energético foi lançada nesta terça-feira (3) na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A iniciativa visa fortalecer instituições de planejamento energético em países em desenvolvimento e atrair investimentos para energias renováveis.

A diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, destacou que “a transição energética é o maior desafio dos nossos tempos” e enfatizou a importância de incluir todos nesse processo. O financiamento para essa transição é um tema central entre os países signatários do Acordo de Paris e será discutido na COP30, em Belém.

A conferência de lançamento contou com a presença de representantes de países como Canadá, Dinamarca, Reino Unido, Nigéria e Quênia, além de instituições como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O Brasil pretende compartilhar sua experiência em planejamento energético para ajudar países do Sul Global a desenvolver estruturas que atraiam investimentos.

Thiago Barral, secretário de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas e Energia (MME), afirmou que o Brasil tem uma longa tradição em planejamento energético de longo prazo. Ele ressaltou que a coalizão é uma contribuição concreta do Brasil para a COP30. Recentemente, a Empresa de Planejamento Energético (EPE) revelou que quase 90% da energia elétrica brasileira já é renovável, com crescimento significativo das fontes eólica e solar.

A nova coalização segue o modelo da Coalizão Global contra a Fome, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o G20 em 2024. O objetivo é criar um ambiente colaborativo para troca de experiências e acelerar investimentos em energias renováveis. O presidente da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), Francesco La Camera, destacou a importância do planejamento para superar o gap entre aspiração e implementação da transição energética.

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