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União Europeia pressiona China por liberação de exportações de terras raras essenciais

A escassez de terras raras, crucial para a indústria, já causa interrupções na produção automotiva na Europa e EUA.

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A União Europeia pediu à China que facilite a exportação de materiais de terras raras, que são essenciais para várias indústrias, como a automotiva. Isso aconteceu após a China impor restrições que afetaram a produção na Europa e nos Estados Unidos. O comissário de comércio da UE, Maros Sefcovic, destacou a situação preocupante na indústria automobilística europeia em uma reunião com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao. Desde que a China começou a controlar a exportação de certos minerais, apenas cerca de 25% dos pedidos de licença foram aprovados, causando interrupções na produção. A indústria automotiva já enfrenta dificuldades, com algumas fábricas parando devido à falta desses materiais. A situação é crítica, pois a China controla a maior parte do processamento global de terras raras, e as empresas estão lutando para encontrar alternativas e evitar mais atrasos na produção.

A União Europeia (UE) solicitou à China a flexibilização das restrições à exportação de materiais de terras raras, essenciais para diversas indústrias, após os controles de exportação de Pequim causarem interrupções significativas na produção na Europa e nos Estados Unidos. O comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, destacou a gravidade da situação na indústria automotiva europeia em reunião com o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, em Paris.

Desde abril, a China impôs novas restrições sobre sete tipos de minerais de terras raras e ímãs permanentes, em resposta a tarifas dos EUA. A China controla 90% do processamento global desses materiais. Apesar de um acordo comercial temporário com os Estados Unidos, as aprovações de licenças de exportação estão lentas, levando a tensões entre os dois países. Sefcovic alertou que a falta de ímãs permanentes, usados em produtos como carros e eletrodomésticos, está causando interrupções na produção.

A Associação Europeia de Fornecedores Automotivos (CLEPA) também expressou preocupação com a escassez de materiais, afirmando que a produção em várias fábricas já foi interrompida. Desde a implementação das restrições, apenas cerca de 25% dos pedidos de licença de exportação foram aprovados, e o processo tem sido inconsistente e opaco. A CLEPA destacou que as restrições estão afetando não apenas a indústria automotiva, mas também outros setores.

As montadoras, como Volkswagen e Mercedes-Benz, estão buscando alternativas para mitigar os impactos. A Mercedes-Benz afirmou que está desenvolvendo novas composições de materiais para reduzir a dependência de metais raros. A situação se agrava com a crescente demanda por esses materiais, especialmente com a transição para energias mais limpas. A Nissan, no Japão, também está explorando soluções para minimizar os efeitos das restrições chinesas.

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