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Brasil enfrenta baixa mobilidade social e crescimento das favelas, aponta estudo

Menos de 2% das crianças da metade mais pobre do Brasil ascenderão aos 10% mais ricos, revela estudo do IMDS. Educação e economia são os principais obstáculos.

O Brasil apresenta baixa mobilidade social, refletida no crescimento das favelas e na persistência da pobreza. Um estudo do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) revela que menos de 2% das crianças da metade mais pobre conseguirão ascender ao estrato dos 10% mais ricos. O levantamento, que analisou dados do IBGE, Receita Federal e CadÚnico, […]

O Brasil apresenta baixa mobilidade social, refletida no crescimento das favelas e na persistência da pobreza. Um estudo do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) revela que menos de 2% das crianças da metade mais pobre conseguirão ascender ao estrato dos 10% mais ricos. O levantamento, que analisou dados do IBGE, Receita Federal e CadÚnico, destaca as falhas na educação e na economia que perpetuam a desigualdade.

Entre 2007 e 2021, o número de favelas no Brasil aumentou de 6,3 mil para 12,3 mil, com a população favelada passando de 11,4 milhões para 16,4 milhões. O Atlas da Mobilidade Social aponta que dois terços das crianças da metade mais pobre provavelmente permanecerão entre os 50% mais pobres na vida adulta. Apenas 10,8% conseguirão alcançar o patamar dos 25% mais ricos e menos de 2% concluirão uma faculdade.

A situação é atribuída a dois fatores principais: educação e ambiente macroeconômico. Especialistas afirmam que a educação é crucial para a ascensão social, mas o sistema educacional brasileiro enfrenta sérias deficiências. Professores mal formados e currículos instáveis comprometem a preparação dos alunos para o mercado de trabalho. Além disso, a economia brasileira, marcada por crises fiscais, limita as oportunidades de emprego.

Entre 2012 e 2021, mesmo com um aumento de 27% nos anos de estudo dos jovens da metade mais pobre, a renda do trabalho caiu 26,2%. A gestão fiscal insustentável, especialmente durante o governo de Dilma Rousseff, resultou em uma queda do PIB superior a 7%. O atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que se diz comprometido com os mais pobres, ainda não encontrou soluções duradouras para o equilíbrio das contas públicas, o que impacta diretamente na mobilidade social.

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