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Família fundadora da H&M intensifica compras e busca controle total da varejista

Família Persson aumenta participação na H&M para quase 64%, levantando especulações sobre privatização, apesar de negações.

A H&M, varejista sueca de fast-fashion, enfrenta desafios no mercado, perdendo espaço para concorrentes como Zara e Shein. Recentemente, a família fundadora, os Perssons, aumentou sua participação na empresa para quase 64%, levantando especulações sobre uma possível privatização, embora tenham negado tais planos. Desde 2016, os Perssons investiram mais de 63 bilhões de coroas (aproximadamente […]

A H&M, varejista sueca de fast-fashion, enfrenta desafios no mercado, perdendo espaço para concorrentes como Zara e Shein. Recentemente, a família fundadora, os Perssons, aumentou sua participação na empresa para quase 64%, levantando especulações sobre uma possível privatização, embora tenham negado tais planos.

Desde 2016, os Perssons investiram mais de 63 bilhões de coroas (aproximadamente US$ 6,6 bilhões) para acumular essa participação. A holding Ramsbury Invest, que controla as ações, tem sido o veículo para essa aquisição. A família, uma das mais ricas da Suécia, afirmou que acredita na H&M, fundada em 1947 por Erling Persson.

O diretor jurídico da Associação Sueca de Acionistas, Sverre Linton, comentou que a crescente participação da família sugere uma direção para a privatização. Ele destacou que, se não houver planos para isso, a família deveria comunicar de forma mais clara suas intenções. A participação dos Perssons aumentou de 35,5% para quase 64% nos últimos nove anos, controlando cerca de 70% do capital e 85% dos direitos de voto.

O presidente da H&M, Karl-Johan Persson, neto do fundador, já havia negado a intenção de tornar a empresa privada, afirmando que as compras são motivadas pela confiança na marca. Contudo, analistas como Niklas Ekman, do DNB Carnegie, sugerem que a continuidade das aquisições pode indicar uma possível privatização em um futuro próximo.

As ações da H&M caíram cerca de 60% desde seu pico há uma década, avaliando a empresa em 220 bilhões de coroas. Em contraste, a Inditex, controladora da Zara, viu suas ações subirem 60% no mesmo período. A queda no preço das ações pode representar uma oportunidade para os Perssons, que precisariam de pelo menos 70 bilhões de coroas para adquirir o restante das ações em circulação.

A H&M enfrenta uma demanda morna por suas roupas e uma concorrência acirrada, além de tarifas nos Estados Unidos. O CEO Daniel Erver, que assumiu em janeiro, ainda não conseguiu reverter a perda de participação de mercado em países como Alemanha e Reino Unido. As tentativas de reconectar-se com o público jovem não resultaram em crescimento significativo.

A falta de transparência da H&M em relação a mudanças na administração e a não divulgação das participações acionárias de sua equipe executiva têm gerado críticas. O diretor de ações da AMF, Anders Oscarsson, afirmou que a privatização seria uma grande perda para os investidores, ressaltando a importância de empresas fortes listadas no mercado.

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