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Bradesco prevê queda nos preços dos alimentos até 2026

Bradesco prevê crescimento de 6% no PIB agropecuário em 2023, com inflação de alimentos em desaceleração e safra de grãos em alta.

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O setor agropecuário brasileiro deve crescer, com o Bradesco prevendo um aumento de 6% no PIB agropecuário em 2023 e 3% em 2026. A inflação de alimentos, que foi de 18,2% em 2020, deve cair para 4,2% em 2024, devido à queda nos preços das commodities. Apesar de um crescimento mais lento, o agro continuará sendo importante para a economia. A safra de grãos deve aumentar 4,1%, chegando a 353 milhões de toneladas em 2025/26, com a soja liderando esse crescimento. Na pecuária, a retenção de fêmeas pode elevar os preços da carne. A renda agrícola deve alcançar R$ 1,57 trilhão, com boas exportações de soja, café, açúcar e carnes. O Brasil está em uma fase de neutralidade climática, o que deve ajudar na produtividade das lavouras até setembro de 2025. Espera-se que os preços de soja, trigo, café e açúcar caiam em 2026, enquanto o milho deve continuar caro devido à baixa oferta global. A menor oferta de arroz pode aumentar seus preços, e a demanda por carnes deve seguir alta.

O setor agropecuário brasileiro deve continuar sua trajetória de crescimento, com o Bradesco prevendo um aumento de 6% no PIB agropecuário em 2023 e 3% em 2026. A inflação de alimentos, que atingiu 18,2% em 2020, deve desacelerar para 4,2% em 2024, impulsionada pela queda nos preços das commodities.

O relatório do Bradesco destaca que, apesar do crescimento mais moderado, o agro continuará a ser um pilar da economia. A inflação de alimentos no domicílio, que foi de 6,8% em 2023, deve cair no próximo ano. A redução nos preços é atribuída à diminuição dos valores de soja, trigo, café e açúcar. Contudo, as carnes podem enfrentar alta devido à menor oferta de bovinos e à demanda externa aquecida.

Expectativas para a Safra

A safra de grãos deve crescer 4,1%, alcançando 353 milhões de toneladas em 2025/26. A soja liderará esse aumento, com expansão da área plantada e recuperação da produtividade, especialmente no Rio Grande do Sul. O milho também deve ter crescimento, embora em ritmo inferior ao da soja.

Na pecuária, a retenção de fêmeas impactará os abates bovinos, resultando em preços mais altos. A renda agrícola deve atingir R$ 1,57 trilhão, com a pecuária como principal motor. A balança comercial do setor permanecerá positiva, com exportações robustas de soja, café, açúcar e carnes.

Cenário Climático e Preços

O Bradesco aponta que o Brasil entra em uma fase de neutralidade climática, o que favorece a produtividade das lavouras. Modelos climáticos indicam que essa condição deve se manter até setembro de 2025. A expectativa é de que os preços de soja, trigo, café e açúcar caiam em 2026, enquanto o milho deve permanecer com preços elevados devido à baixa oferta global.

A menor oferta de arroz pode pressionar os preços para cima, enquanto a demanda por proteínas, especialmente carnes, deve continuar a influenciar o mercado. A análise do Bradesco sugere que o setor agropecuário brasileiro está se preparando para um futuro promissor, mesmo diante de desafios.

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