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Marcas chinesas crescem e desafiam a liderança das gigantes ocidentais no mercado

Marcas chinesas como Pop Mart e Laopu Gold desafiam gigantes ocidentais, impulsionando uma nova era de consumo global.

Celebridades como David Beckham e Rihanna já declararam publicamente seu apreço pelos bonecos (Foto: VCG/VCG/Getty Images)
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As marcas chinesas estão se destacando no mercado global, especialmente com produtos inovadores. Um exemplo é a boneca Labubu, da Pop Mart, que se tornou um sucesso entre celebridades como Rihanna e David Beckham, fazendo as ações da empresa subirem 170% em 2023. Com a economia fraca na China, os consumidores estão preferindo marcas locais que oferecem qualidade a preços mais baixos, como Cotti e Luckin, que vendem café a até 50% do preço da Starbucks. No setor de joias, a Laopu Gold vende peças a preços mais competitivos que a Tiffany, e suas ações subiram mais de 2.000% desde que entrou na bolsa de Hong Kong. A marca de beleza Mao Geping levantou 300 milhões de dólares em seu IPO e já é uma das mais vendidas na maquiagem premium na China. Marcas como Chagee, que começou em Kunming, estão se expandindo rapidamente, com planos de abrir 1.300 unidades fora da China. Marcas ocidentais estão tentando se adaptar a essa nova realidade, como a Lavazza, que lançou um café com ovo salgado, mas não teve sucesso. A Pop Mart já tem mais de 20 lojas nos Estados Unidos, e a Mixue está se expandindo pelo Sudeste Asiático, mostrando que as marcas chinesas estão se tornando protagonistas no mercado global.

Marcas chinesas ganham destaque global com produtos inovadores

As bonecas Labubu, da Pop Mart, estão se tornando um fenômeno global. Celebridades como Rihanna e David Beckham foram vistas com os itens, que são vendidos em caixas-surpresa. O sucesso impulsionou as ações da Pop Mart, que já acumulam alta de 170% em 2023. Esse crescimento reflete uma tendência maior: marcas chinesas estão desafiando gigantes ocidentais em diversos setores.

O cenário econômico fraco na China tem levado os consumidores a priorizar marcas locais, que oferecem qualidade a preços acessíveis. Redes como Cotti e Luckin, por exemplo, oferecem cafés de qualidade semelhante aos da Starbucks, mas a preços até 50% mais baixos. No setor de joias, a Laopu Gold se destaca ao vender peças sofisticadas a preços mais competitivos que a Tiffany.

Mudança cultural no consumo

A ascensão das marcas chinesas também representa uma mudança cultural significativa. Antes, produtos importados eram sinônimo de qualidade, mas agora os consumidores buscam itens que reflitam sua identidade. A Laopu, com design inspirado na cultura chinesa, viu suas ações subirem mais de 2.000% desde sua estreia na bolsa de Hong Kong.

No setor de beleza, a Mao Geping levantou US$ 300 milhões em seu IPO e já é uma das dez marcas mais vendidas no segmento de maquiagem premium na China. Diferente das multinacionais, muitas marcas chinesas estão se expandindo a partir de cidades menores, como a Chagee, que começou em Kunming e planeja abrir 1.300 unidades fora da China até o final do ano.

Reação das marcas ocidentais

Diante desse crescimento, marcas estrangeiras tentam se adaptar. A italiana Lavazza lançou um café com ovo salgado, típico da culinária chinesa, mas com pouco sucesso. Starbucks e Häagen-Dazs buscam investidores locais para reposicionar suas marcas. A Pop Mart já possui mais de 20 lojas nos Estados Unidos, enquanto a Mixue se expande pelo Sudeste Asiático.

Esse movimento indica uma inversão nas tendências de consumo, com marcas chinesas liderando o mercado. A mudança é clara: o que antes vinha do Ocidente agora se inverte, e as marcas locais estão se consolidando como protagonistas no cenário global.

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