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Mercado reage ao IPCA-15 e PIB dos EUA em coletiva de Galípolo

Mercados reagem a dados econômicos cruciais; Brasil divulga IPCA-15 e EUA apresenta PIB do primeiro trimestre.

Presidente do BC, Gabriel Galípolo: o Banco Central publica o Relatório de Política Monetária, com entrevista coletiva de Gabriel Galípolo e Otávio Guillen às 11h (Foto: Banco Central / Equipe @andreianaomi/Divulgação)
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Os mercados financeiros estão atentos a importantes dados econômicos que serão divulgados hoje no Brasil e nos Estados Unidos. No Brasil, o IPCA-15 de junho será apresentado às 9h, seguido pela arrecadação federal às 10h30 e o resultado primário do Governo Central. O Banco Central também publicará um relatório de política monetária e terá uma coletiva de imprensa às 11h. Politicamente, a recente derrubada de medidas que aumentavam o IOF é uma derrota para o governo Lula e afeta as expectativas fiscais. Nos EUA, o foco está na leitura final do PIB do primeiro trimestre, que deve mostrar uma contração, e nos pedidos de auxílio-desemprego, que caíram, indicando um mercado de trabalho mais forte. As bolsas asiáticas tiveram um dia misto, enquanto na Europa os índices estão em alta. Os preços do petróleo subiram levemente após uma queda nos estoques nos EUA, e as ações da montadora chinesa BYD caíram mais de 2% devido a uma desaceleração na produção.

Os mercados financeiros estão em alerta nesta quinta-feira, 26, com a divulgação de indicadores econômicos cruciais no Brasil e nos Estados Unidos. No Brasil, o IPCA-15 de junho será apresentado às 9h, seguido pela arrecadação federal às 10h30 e o resultado primário do Governo Central. O Banco Central também publicará o Relatório de Política Monetária às 8h, e uma coletiva de imprensa está agendada para as 11h, onde o presidente Gabriel Galípolo e o diretor de política econômica Diogo Guillen discutirão os dados.

O cenário político brasileiro também é relevante, com a recente derrubada de medidas que aumentavam o IOF, representando uma derrota simbólica para o governo Lula e impactando as expectativas fiscais. Nos Estados Unidos, o foco está na leitura final do PIB do primeiro trimestre, que será divulgada às 9h30, juntamente com os pedidos semanais de auxílio-desemprego. O Federal Reserve será tema de discursos de vários dirigentes ao longo do dia, enquanto o presidente Donald Trump considera substituir Jerome Powell, atual presidente do Fed, em meio a críticas sobre a política monetária.

Indicadores Econômicos

O IPCA-15 de junho subiu 0,26%, abaixo da expectativa de 0,30% e do aumento de 0,36% em maio. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 5,27%. Economistas destacam que a desaceleração se deve a itens menos sensíveis à taxa de juros, como alimentos e combustíveis. O Índice de Confiança da Indústria da FGV caiu 2,1 pontos em junho, atingindo 96,8 pontos, refletindo uma percepção negativa sobre a demanda.

Nos EUA, o PIB do primeiro trimestre contraiu 0,5%, superando a expectativa de queda de 0,2%. Em contrapartida, os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 236 mil, indicando resiliência no mercado de trabalho. A balança comercial de bens registrou um déficit de US$ 96,6 bilhões em maio, levantando preocupações sobre tarifas comerciais.

Cenário Internacional

As bolsas asiáticas encerraram o pregão sem uma direção clara, com o Nikkei do Japão subindo 1,65%. Na Europa, os índices operavam em alta moderada, com o DAX da Alemanha avançando 0,82%. Os futuros de Wall Street indicavam uma abertura positiva, com o S&P 500 subindo 0,27%.

No mercado de energia, os preços do petróleo apresentaram leve alta após a divulgação de uma queda nos estoques dos EUA, que recuaram 5,8 milhões de barris na última semana. O fornecimento de gasolina atingiu o maior nível desde dezembro de 2021, reforçando sinais de demanda aquecida. Entre os destaques corporativos, as ações da montadora chinesa BYD caíram mais de 2% após a empresa desacelerar sua produção e adiar planos de expansão.

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