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Usinas de São Paulo lançam campanhas para combater incêndios na seca

Usinas de açúcar e etanol intensificam campanhas contra queimadas para proteger lavouras de cana-de-açúcar e evitar prejuízos na safra 2025/26.

Caminhão-pipa atua no combate a incêndio em lavoura de cana-de-açúcar em Dumont, na região de Ribeirão Preto (Foto: Joel Silva-24.ago.24/Reuters)
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O inverno em São Paulo trouxe tempo seco, aumentando o risco de incêndios nas lavouras de cana-de-açúcar. Após grandes prejuízos no ano passado, usinas de açúcar e etanol começaram campanhas para evitar queimadas e proteger a safra de 2025/26, que deve ser menor. Nos últimos meses, as usinas realizaram carreatas e ações educativas para conscientizar a população sobre os perigos das queimadas, que prejudicam a colheita e a qualidade da cana. A Orplana estima que os incêndios do ano passado causaram perdas de mais de R$ 500 milhões, afetando 400 mil hectares. A consultoria Datagro prevê uma safra de 612 milhões de toneladas, uma queda de 1,4% em relação à anterior. A Raízen lançou a campanha “Quem ama a terra, não chama o fogo”, com carreatas e distribuição de materiais informativos. A Abag-RP também criou uma campanha com jogos para estudantes e capacitação de professores. As usinas estão formando brigadas de incêndio e desenvolvendo planos de resposta rápida. A Polícia Federal lançou a Operação Incêndios 2025 para combater queimadas na Amazônia e no Pantanal, usando tecnologia avançada.

A chegada do inverno no interior de São Paulo intensificou o tempo seco, elevando o risco de incêndios nas lavouras de cana-de-açúcar. Após os prejuízos recordes do ano anterior, usinas de açúcar e etanol iniciaram campanhas contra queimadas, com o objetivo de proteger a safra 2025/26, que deve ser inferior à anterior.

Nos últimos dois meses, as usinas têm promovido carreatas e ações educativas em várias cidades, buscando conscientizar a população sobre os riscos das queimadas. A prática, que antes facilitava a colheita manual, agora resulta em perdas significativas. Além da redução do teor de sacarose, as queimadas comprometem a palha, essencial para a cogeração de energia, e aumentam os riscos à saúde e à segurança.

A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) estima que os incêndios do ano passado causaram prejuízos superiores a R$ 500 milhões, afetando 400 mil hectares, sendo 40% de áreas ainda não colhidas. A consultoria Datagro prevê que a safra 2025/26 no centro-sul deve alcançar 612 milhões de toneladas, uma queda de 1,4% em relação à safra anterior.

Campanhas de Conscientização

A Raízen, principal grupo sucroenergético do Brasil, lançou a campanha “Quem ama a terra, não chama o fogo”, que inclui carreatas e distribuição de cartilhas com orientações sobre prevenção de incêndios. As ações visam reduzir a exposição dos canaviais ao risco de queimadas, com medidas como a antecipação do corte e colheita.

A Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto (Abag-RP) também lançou uma campanha, que inclui um jogo de tabuleiro para estudantes e capacitação de professores. As atividades se estenderão até setembro, período em que se espera a diminuição do tempo seco.

Medidas de Combate

As usinas estão implementando planos de auxílio mútuo e treinamentos para brigadas de incêndio. A Usina Batatais e a Cevasa criaram um plano conjunto para resposta rápida a incêndios. A Usina Lins planeja campanhas educativas com painéis em rodovias e palestras em escolas.

Além das ações no interior paulista, a Polícia Federal lançou a Operação Incêndios 2025, focando na Amazônia Legal e no Pantanal, com o uso de tecnologia avançada para combater queimadas e crimes ambientais. A operação se estenderá por vários estados, visando enfrentar o aumento de eventos climáticos extremos e proteger o meio ambiente.

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