- Uma pesquisa do Banco Central revelou que 78,1% das empresas não financeiras do Brasil sentem os efeitos da política comercial dos Estados Unidos.
- Apenas 27,8% relataram aumento nos custos de insumos importados e 25,7% mencionaram concorrência com produtos importados.
- O levantamento, realizado entre 12 e 30 de maio, mostrou uma leve melhora na percepção econômica, com a proporção de empresas com visão “discretamente negativa” caindo de 50% para 43,9%.
- O Comitê de Política Monetária (Copom) destacou que o ambiente externo é adverso e a política dos EUA, que inclui tarifas sobre aço e alumínio, impacta diretamente o Brasil.
- As expectativas de crescimento do PIB permanecem em 2% para este ano, com o Banco Central elevando a projeção para 2,1% em 2025.
A maioria das empresas não financeiras do Brasil sente os efeitos da política comercial dos Estados Unidos, conforme revela uma pesquisa do Banco Central. Cerca de 78,1% dos entrevistados afirmam que a incerteza gerada por essa política impacta suas operações. Apesar disso, apenas 27,8% relataram aumento nos custos de insumos importados, e 25,7% mencionaram concorrência com produtos importados.
O levantamento, realizado entre 12 e 30 de maio, coletou 187 respostas e mostra uma leve melhora na percepção econômica das empresas em relação ao primeiro trimestre. A proporção de empresas com uma visão “discretamente negativa” caiu de 50% em fevereiro para 43,9% agora. No entanto, a inflação e o crescimento do PIB continuam a ser preocupações centrais.
Impactos da Política Comercial dos EUA
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central já havia destacado que o ambiente externo é “adverso” e “particularmente incerto”. A política econômica dos EUA, que inclui tarifas de 10% sobre produtos importados e um aumento de 25% para 50% nas tarifas de aço e alumínio, afeta diretamente o Brasil, que é o segundo maior fornecedor de aço para o mercado americano.
Em outra pesquisa trimestral, instituições financeiras apontaram que a guerra tarifária dos EUA é o principal risco à estabilidade financeira nos próximos três anos. As expectativas para a inflação, conforme o boletim Focus, permanecem em 5,5% para este ano, acima da meta de 4,5% do Banco Central. Para 2025, a projeção de inflação caiu de 5,46% para 5,2%.
Expectativas Econômicas
As empresas mantêm a expectativa de crescimento do PIB em 2% para este ano. O Banco Central, por sua vez, elevou sua projeção de crescimento econômico para 2,1% em 2025. A pesquisa Firmus, que visa captar a percepção das empresas sobre suas atividades e variáveis econômicas, já passou por sete rodadas desde sua primeira aplicação em novembro de 2023.
O Banco Central busca entender melhor as condições de negócios e a eficácia das perguntas formuladas, ampliando o número de respondentes a cada nova rodada.
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