Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ameaça climática acelera riscos à infraestrutura dos EUA e aponta áreas vulneráveis

Estados Unidos enfrentam urgência em investir US$ 3,7 trilhões para modernizar infraestrutura vulnerável a desastres climáticos.

Foto: Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • A infraestrutura dos Estados Unidos recebeu nota “C” da American Society of Civil Engineers (ASCE), indicando sua condição crítica.
  • Em 2023, eventos climáticos extremos, como inundações em aeroportos e superaquecimento de pontes, evidenciaram a vulnerabilidade das estruturas.
  • A ASCE estima um déficit de US$ 3,7 trilhões em investimentos necessários para melhorar a infraestrutura nos próximos dez anos.
  • O diretor executivo da ASCE, Tom Smith, afirmou que a infraestrutura atual não foi projetada para eventos climáticos extremos, como nevascas e furacões.
  • A falta de financiamento e a desvalorização da ciência climática dificultam a adaptação necessária para proteger a saúde e segurança pública.

A infraestrutura dos Estados Unidos enfrenta desafios críticos, com a American Society of Civil Engineers (ASCE) atribuindo uma nota “C” à sua condição geral. Em 2023, eventos climáticos extremos, como inundações em aeroportos e superaquecimento de pontes, evidenciam a vulnerabilidade das estruturas. A necessidade de investimentos em resiliência climática é urgente, com um déficit estimado em US$ 3,7 trilhões para os próximos dez anos.

Recentemente, o Fort Lauderdale/Hollywood International Airport foi paralisado devido a chuvas históricas, que transformaram as pistas em rios, deixando passageiros presos. Em Nova York, o calor extremo fez com que um ponte sobre o rio Harlem ficasse presa em posição aberta, devido à expansão do metal. A ASCE alerta que todas as categorias de infraestrutura estão em risco crescente por conta das mudanças climáticas.

Riscos Crescentes

Tom Smith, diretor executivo da ASCE, destacou que a infraestrutura atual não foi projetada para lidar com eventos climáticos extremos. Ele afirmou que “nossos sistemas não foram feitos para essas condições” e que é necessário planejar para uma variedade de fenômenos, como nevascas, secas e furacões. Um estudo da First Street, empresa de análise de riscos climáticos, revelou que 19% da infraestrutura de energia, 17% da telecomunicações e 12% dos aeroportos enfrentam riscos significativos de inundações, ventos ou incêndios florestais.

A maioria das infraestruturas nos EUA foi construída há décadas, sem considerar as mudanças climáticas atuais. Sarah Kapnick, ex-cientista chefe da NOAA e atual líder de consultoria climática no JPMorgan Chase, afirmou que seus clientes estão cada vez mais preocupados com o impacto climático em seus investimentos. Perguntas sobre como adaptar a infraestrutura e acessar os mercados de capitais são frequentes.

Necessidade de Financiamento

A ASCE estima que o país precisa de US$ 3,7 trilhões para colocar a infraestrutura em boas condições. Cortes de gastos da administração Trump, incluindo a suspensão do programa Building Resilient Infrastructure and Communities, que visava reduzir danos de desastres naturais, agravam a situação. A falta de financiamento e a desvalorização da ciência climática dificultam a adaptação necessária para proteger a saúde e segurança pública.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais