- O Senado dos Estados Unidos aprovou uma proposta que permite a dedução de gorjetas da renda tributável, com uma votação de 51 a 50.
- A medida faz parte do pacote fiscal do presidente Donald Trump e se aplica a trabalhadores que recebem gorjetas, como bartenders.
- A dedução será limitada a US$ 25 mil e não estará disponível para indivíduos com renda superior a US$ 150 mil e casais que ganham mais de US$ 300 mil.
- Aproximadamente 60% das famílias com trabalhadores que recebem gorjetas se beneficiarão, com uma economia média de US$ 1.800 por ano.
- Críticos afirmam que a proposta pode aumentar desigualdades financeiras entre trabalhadores com a mesma renda.
O Senado dos EUA aprovou uma proposta que permite a dedução de gorjetas na renda tributável, em uma votação apertada de 51 a 50, com o voto de desempate do vice-presidente JD Vance. Essa medida faz parte do pacote fiscal do presidente Donald Trump, que visa reformar a tributação sobre gorjetas, atualmente tratadas como renda regular.
A nova legislação permitirá que trabalhadores de setores que recebem gorjetas, como bartenders, deduzam o total de suas gorjetas da renda tributável. Contudo, a dedução terá restrições: será eliminada para indivíduos com renda superior a US$ 150 mil e casais que ganham mais de US$ 300 mil. Além disso, a dedução será limitada a US$ 25 mil e expirará em 2028. É importante ressaltar que essa dedução se aplica apenas ao imposto de renda federal, enquanto os trabalhadores ainda estarão sujeitos a impostos estaduais e locais.
Em 2023, cerca de 4 milhões de trabalhadores nos EUA estavam empregados em funções que dependem de gorjetas, representando aproximadamente 2,5% da força de trabalho. Segundo o Tax Policy Center, cerca de 60% das famílias com trabalhadores que recebem gorjetas se beneficiarão da nova dedução, com uma economia média de US$ 1.800 por ano. No entanto, a proposta favorece principalmente os trabalhadores de maior renda, com os 20% mais ricos recebendo uma redução média de US$ 5.768, enquanto os 20% mais pobres teriam apenas US$ 74.
Críticos da proposta, incluindo o Economic Policy Institute, argumentam que a nova legislação pode criar desigualdades financeiras entre trabalhadores que ganham a mesma quantia. Eles defendem que um aumento no salário mínimo seria uma solução mais eficaz para apoiar todos os trabalhadores de baixa renda, proporcionando aumentos significativos sem isentar os empregadores de suas responsabilidades.
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