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Produção de bebidas cresce em maio e XP recomenda cautela com Ambev

Produção de bebidas no Brasil cresce 4,4% em maio, mas Grupo Petrópolis enfrenta queda nas vendas e desafios de mercado.

Foto: Reprodução
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  • A produção de bebidas no Brasil cresceu 4,4% em maio de 2023, excluindo o Grupo Petrópolis, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • O crescimento em abril foi de 4,0%, mas o acumulado do ano ainda apresenta uma queda de 1,1%.
  • O Grupo Petrópolis reajustou seus preços em 1,0% em abril, resultando em uma queda de 4,0% nas vendas.
  • A XP Investimentos destaca que a taxa de utilização da capacidade da fabricante de bebidas está em 45%, abaixo do ideal.
  • Apesar do crescimento, a XP mantém cautela em relação à Ambev, considerando os múltiplos de preço sobre lucro pouco atrativos.

A produção industrial do setor de bebidas no Brasil apresentou um crescimento de 4,4% em maio de 2023, excluindo o Grupo Petrópolis, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado é visto como um sinal de recuperação após um início de ano marcado por quedas acumuladas.

Em abril, o crescimento foi de 4,0%, mas o acumulado do ano ainda registra uma queda de 1,1%. O Grupo Petrópolis, por sua vez, reajustou seus preços em 1,0% em relação ao mês anterior, embora os valores permaneçam 6,3% abaixo do nível de maio de 2024. Essa estratégia resultou em uma retração de 4,0% nas vendas em abril, indicando uma possível perda de participação de mercado.

Análise do Setor

A XP Investimentos analisou os dados do IBGE e os resultados financeiros do Grupo Petrópolis, destacando que a taxa de utilização de capacidade da fabricante de bebidas está em torno de 45%, um nível considerado abaixo do ideal para a competitividade. A corretora estima um aumento de 0,7% no volume de cerveja BZ para este ano, o que pode beneficiar empresas mais bem posicionadas no setor.

Apesar do desempenho recente mais positivo, a XP mantém uma postura cautelosa em relação à Ambev. Os analistas apontam múltiplos de preço sobre lucro (P/L) de 14,1 vezes para 2023 e 13,9 vezes para 2026, considerados pouco atrativos no momento. A corretora sugere que será necessário monitorar a evolução dos dados nos próximos meses para reavaliar a competitividade da companhia no mercado brasileiro de bebidas.

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